segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Déficit de Atenção e Hiperatividade - Somos Todos Diferentes - inclui Filme


Respeitar as individualidades é imprescindível para formatar uma autoestima saudável e consistente o suficiente para enfrentar as diferenças e os desafios do meio.







Por Marise Jalowitzki
23.dezembro.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/12/deficit-de-atencao-e-hiperatividade.html

Atualmente, não precisa mais muito para alguém ser rotulado, seja de hiperativo, seja de portador de "déficit de atenção" ou, pior ainda, sendo alvo de termos pejorativos. Basta sair um pouco dos "padrões" sociais, da condição engessada requerida, que o rótulo cola na testa. Os pais e educadores precisam retomar o leme da responsabilidade na educação e formação dos pequenos seres a eles oferecidos pela Lei Maior! Ninguém vem por acaso trilhar conosco o caminho existencial!

No dia de hoje, quero deixar a referência de um lindo filme, emocionante, que traz o sofrimento de um garoto incompreendido na escola e na família. Cito este filme também no livro. Um garoto que serve, também, como espelho para a situação de muitas outras crianças. 

Didático, competente, carinhoso, este filme foi elaborado e produzido por pessoas que conhecem o verbo AMAR. Gratidão, também, a Luiz Fernando Bagatin, pela tradução, o que possibilita passar o link para muitas outras pessoas. SOMOS TODOS DIFERENTES, sim, e, também: SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS! (O video também pode ser encontrado sob o título COMO ESTRELAS NA TERRA.)

As nossas crianças, que divergem do instituído, são "bençãos de nossos ancestrais, não deixemos perder estas pequenas estrelas na terra!" Namastê!

ASSISTA:  https://www.youtube.com/watch?v=6rxSS46Fwk4





Quando leio declarações de especialistas brasileiros falando que a causa é "genética" sem que haja até agora, nenhuma comprovação, já que o gene ainda não foi encontrado! Ou quando leio que, para outros especialistas, a causa é "orgânica", fico lembrando da máxima que norteia a ciência: "SE A HIPÓTESE NÃO PODE SER COMPROVADA EM TESTES, NÃO É CIÊNCIA, É FICÇÃO CIENTÍFICA".

Fico imaginando a incerteza que deve tomar conta dos pais zelosos, quando Abram Topczewski explica que existe uma causa orgânica para a hiperatividade e usa o termo "IMAGINAMOS". Ora, imaginar é para pensadores. Enquanto se está tentando provar, não se pode ficar receitando metilfenidato assim por assim!  “Imaginamos que seja uma disfunção do sistema nervoso que leva a esse tipo de comportamento. Quando usamos medicamentos para tratar o paciente, alteramos essa desorganização bioquímica e, com isso, diminuímos a hiperatividade”, escreveu o neuropediatra em recente artigo. Ok, mas, e as consequências em médio e longo prazo? 

Sobre as motivações genéticas do TDAH, Abram Topczewski afirma que elas são reais e têm predominância no sexo masculino, tendo sido identificados casos de pais, avós e outros familiares que apresentaram quadro semelhante. “Estudos estão em desenvolvimento no sentido de se determinar qual o gen responsável. Já existem algumas descrições a respeito”, revela o neuropediatra. Ora, se os estudos estão em desenvolvimento, então não são conclusivos!!! Se não são conclusivos, como  podem as crianças e adolescentes ser declarados "doentes mentais"? 


Padrões sociais engessam e tentam, a todo custo, manter a individualidade dentro da forma pré-estabelecida. Permitir a liberdade é ato divino. E necessário.


Esta tentativa, de medicar e medicar, sem maiores tratamentos ou acompanhamentos, tem rendido aos cofres da indústria farmacêutica bilhões anuais. Enquanto enriquece aos fabricantes, dá aos pais e educadores a ilusão de estar "fazendo o certo"! Como? Engessando individualidades? E, pior sem atentar para as consequências? Nos EUA as associações de pais que perderam seus filhos devido ao uso continuado do metilfenidato (infarto do miocardio ou mesmo suicídio), tentam advertir ao mundo sobre os riscos terríveis. Aqui no Brasil, as famílias tentam obter do governo o "direito" de receber a Ritalina pelo SUS!!! 

Mundo insano que perdeu o contato com sua própria intuição, que deixou a "solução" nas linhas de uma receita preenchida às pressas, sem nem avaliar todo o quadro, as providências que deveriam existir cotidianamente, tais como Amor, Compreensão, Entendimento, Diálogo, adequação de condições! Julgam que coibir é "melhor" do que permitir a expansão da consciência maior. Quem sofre é a criança, refém desta situação! 






Em um comentário, cristine almeida coloca com muita sabedoria: 

"Acredito que possamos atentar ao filme no que diz respeito á criança,e em segundo o adulto, agente que ajuda a criança. 

Generalizando sim, todos nós adultos cometemos erros com as crianças, cada um no seu grau. 

Nós adultos esquecemos de olhar a criança como criança, isso por si só, deveria ser considerado um tipo de transtorno, como dislexia, hiperatividade, etc...seria algo relacionado á "Transtorno de dificuldade de dialogo com a criança." Que tal? 

Que todos possamos ser mais tolerantes, carinhosos, atenciosos, zelosos e compreensivos com aqueles que vieram aos lares e escolas para serem cuidados e bem tratados, encaminhados para seguir com o máximo de segurança possível o caminho que exige tanto de cada um, chamado VIDA! 



(Inserção em 10.julho.2015) 

E, especificamente sobre a Ritalina, a declaração da Cassia Cerniauskas é igualmente primorosa: 

"Por experiencia vivida, aqui em casa nao funcionou e os problemas foram bem maiores quando resolvemos parar pq o resultado foi negativo. Meu filho parecia um zumbi!!! Nao comia nao brincava nada o agradava,hj ele toma homeopaticos e esta muito feliz, tem problemas na escola porem com auxilio da coordenadora e das professoras ele consegue se virar e nunca reprovou. 

Acho que falta e paciencia e amor somos diferentes trazemos bagagens com pesos medidas diferentes. 

Que DEUS abencoe os profissionais. 

Medicação só em caso extremos."

(http://iconoclastia.org/2013/03/07/brasil-dispara-no-vicio-induzido-pelos-pais-na-droga-da-obediencia-ritalina/)




Mais sobre o tema, neste blog:

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/08/tdah-transtorno-de-deficit-de-atencao-e.html


Menina foi chamada de a mais
imatura da classe pela professora.
Quem defende estes pequenos?


TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade -Página de Links

Por Marise Jalowitzki
22.agosto.2013







 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

2 comentários:

  1. Marise,
    Procurando algo contra as lagartas no meu pequeno pé de maracujá, encontrei você! Já tornei-me sua fã. Concordo com o seu artigo sobre o TDAH e acho que a insanidade está na cultura e sociedade atuais. As crianças não têm mais o direito de serem apenas crianças... Querem transformá-las em zumbis, sem sonhos, sem imaginação, sem amor...
    Namastê.

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    1. Certeza, querida Nadya! Cada vez mais aumenta a responsabilidade nossa, dos adultos conscientes, para cuidar de seus pequenos contra este terrível assédio, levando para além das dimensões de nossos lares esta informação! Cada pai e cada mãe precisa retomar o leme que é seu de direito e de fato e dizer NÃO à pressão social!!! Parabéns pela lucidez, amiga!
      Que teu caminho tenha muitas lindas flores de maracujá, sempre! (em algumas culturas ela é considerada a flor da sabedoria!)
      Beijo

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