quinta-feira, 20 de abril de 2017

Baleia Azul - Jogos que induzem ao suicídio, uma realidade mais assustadora que se imagina - Novos casos desta quinta-feira

Quadro de solidão e depressão, que leva adolescentes a grupos de automutilação e suicídio só vai mudar quando a família se envolver pra valer, em programas prazerosos, quando professores falarem mais a linguagem dos jovens, e estiverem prontos para a escuta e autyoridades sejam mais rigorosos e direcionados a coibir estes atos criminosos!
Ações criadas, como o Jogo da Baleia Rosa, tentando incentivar 50 tarefas do Bem!




Por Marise Jalowitzki
20.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/baleia-azul-jogos-que-induzem-ao.html

No Piauí uma criança não consegue ficar acordada há mais de 24 horas. Está falando e cai novamente desfalecida, depois que um desconhecido lhe deu um bombom, que o9menino ingeriu. Polícia investiga pois, ao que tudo indica, faz parte de uma das 50 tarefas do jogo "Baleia Azul", distribuir os bombons tóxicos a 30 crianças!!

Além da menina de Cuiabá, mais destaques: Gabriel dos Santos, 19 anos, de Pará de Minas e no Rio de Janeiro, Polícia está à procura dos 'curadores' que quase levaram ao suicídio uma garota, a segunda vítima do Rio nos últimos dias.

Nove estados já apresentam casos: MT, SP, RS, PB, MG, RJ, PE, PR e SC

Até onde irá toda esta nova onda??? Até onde os pais, os professores, a polícia, a (inexistente)censura na internet permitirem!! Continuo repetindo: vigilância, ficar em cima, não para punir ou xingar, mas presença boa, trazer os filhos para junto, para perto, conversar, distrair, indicar caminhos e seguir juntos!!!!

Filhos que apenas "estão em casa", na "segurança" do quarto, podem estar selando o fim de suas vidas!!

PAIS PRECISAM ESTAR CADA VEZ MAIS ALERTAS E ORIENTAR SEMPRE SEUS FILHOTES
Pais PRECISAM ESTAR MAIS PRESENTES NA VIDA DE SEUS FILHOS!!!

Uma mãe encaminhou:

A baleia azul não tem culpa

Lamento informar aos pais, mas não vai adiantar acabar com a "baleia azul". Se acabarmos com a baleia, pode vir o "elefante roxo", o "tigre amarelo", o "pica pau cor de rosa" e outros. O que de fato está faltando é a "cor" nas famílias. Estamos demasiadamente distraídos e buscando culpados o tempo todo. Estamos com pais "cinzas", sem vida, sem ação, sem autoridade, sem carinho com os filhos, sem tempo. Acredite, ninguém substitui você na vida de seus filhos. Quando falta você (pai e mãe), seu filho buscará preencher sua ausência com qualquer bicho de 7 cabeças ou sem cabeça alguma. Sabe porque essa geração de filhos não sai do celular, do computador, dá internet, do isolamento? Porque vocês os empurram pra esse mundo virtual. Os pais não tem dado o carinho real, o abraço acolhedor, não tem tempo para brincar com os filhos, rolar no chão, sujar a roupa com eles. Aproveitem a desgraça dá baleia azul para alcançar a graça de acordar para o cuidado com seus filhos.
Se você não tiver tempo para seus filhos, os bichos do mundo terão."

Onde buscar ajuda e orientação

Porto Alegre possui dois plantões de emergência em saúde mental com atendimento 24 horas, no Centro de Saúde Vila dos Comerciários e no Centro de Saúde IAPI, além de pós-atendimento junto às esquipes de Especializadas de Saúde da Criança e do Adolescente e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Casos suspeitos devem ser denunciados junto ao Deca, no telefone (51) 2131-5708 (em horário comercial), via 0800-6426400 ou por Whatsapp (51) 98418-7814.
http://oglobo.globo.com/sociedade/o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-jogo-da-baleia-azul-21236180

(Vejam artigos na íntegra):

Compartilhado pelo amigo Jex Jex Xavier - Teresina - Piauí - Utilidade Pública: Alerta aos pais
Crianças estão sendo envenenadas na porta de escolas em Teresina com balas que fazem dormir. Segundo a reportagem do Jornal do Piauí desta quinta (20) e de acordo com a polícia isso pode fazer parte do fenômeno macabro da Baleia Azul, mas a Polícia ainda está investigando. Segundo ainda a matéria da Equipe Cidade Verde quem participa do jogo deve dar balas para 30 crianças para cumprir um dos desafios. A polícia está averiguando tudo com calma porque já tem casos em Teresina. Acabou de mostrar ao vivo uma criança se debatendo depois de ter dormido 24h logo após o consumo da bala e o relato preocupante da mãe. Que loucura!
Fica o alerta para os pais mais uma vez.
Aqui tem o link da matéria para quem quiser saber mais https://www.google.com.br/…/cidadeverde…/noticias/amp/245887
A matéria no YouTube encontra-se aqui https://www.youtube.com/watch?v=fICC_XOoQl8
#utilidadepublica #baleiaazul #tvcidadeverde


Mais:

CASOS RELACIONADOS COM JOGO DA BALEIA AZUL MOBILIZAM POLÍCIA E SAÚDE EM PORTO ALEGRE

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre emitiu um alerta sobre os casos de tentativa de suicídio relacionados com o jogo 'Baleia Azul' e com a série '13 Reasons Why’.
Entre os dias 8 e 19 de abril, foram registradas oito tentativas de suicídio de adolescentes junto à rede de atendimento municipal, sendo que, em quatro, houve referência direta ao jogo. Sete jovens continuam internados em hospitais, conforme a SMS.
'NÃO QUIS ME OUVIR. PERDI MEU FILHO PARA O JOGO', DIZ MÃE SOBRE 'BALEIA AZUL' (MINAS GERAIS)

20.abril.2017
Gabriel dos Santos, de 19 anos, tirou a própria vida em Pará de Minas; participação no game online é investigada

Em depoimento ao Estado, Maria de Fátima, mãe de Gabriel dos Santos, de 19 anos, que se matou em Pará de Minas, relata envolvimento do jovem com o jogo baleia-azul. O "game" online incentiva o suicídio e a automutilação. 
No Brasil, 1 em cada 10 adolescentes de 11 a 17 anos acessa conteúdo na internet sobre formas de se ferir - e 1 em cada 20, de se suicidar, segundo o Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic). 
Leia abaixo o depoimento:

"Eu falei com ele para sair daquele jogo. Uma pessoa, para fazer um jogo como esse, faz um pacto e vai colhendo alma pelo mundo afora. Só que ele não quis me ouvir. Foi quando eu briguei com ele, que isso não era coisa de Deus. Mas ele não aguentou a pressão do jogo. Dizem que eles ameaçam os jogadores que querem sair, que têm os dados da família. Ele tentou sair, mas voltou ao jogo. Perdi meu filho para um jogo. Não quero que mais mãe nenhuma passe por isso. Era um filho trabalhador, honesto, não usava drogas. Você, se precisar, dê umas palmadas, olhe o celular. Mas não deixe seu filho se perder nesse jogo. Espero que essa turma (que convida para participar) seja punida."

POLÍCIA DIZ QUE MÃE IMPEDIU SUICÍDIO DE FILHA QUE JOGOU 'BALEIA AZUL' NO RJ

20.abril.2017
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/policia-confirma-que-adolescente-foi-vitima-do-jogo-baleia-azul.ghtml

Segundo depoimentos, adolescente ficou com escoriações pelo corpo. 

Delegacia investiga 'curadores' de jogo virtual que lista desafios que podem levar ao suicídio.


A Polícia Civil do Rio de Janeiro ouviu nesta quinta-feira (20) mais uma adolescente vítima do jogo "Baleia Azul" – disputa virtual que inclui desafios que podem induzir ao suicídio. Segundo a investigação, uma das vítimas ouvidas na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) foi impedida de se matar pela mãe, que percebeu que a filha tinha escoriações pelo corpo.
No jogo, disputado pelas redes sociais, em que um grupo de organizadores, chamados "curadores", são propostos 50 desafios macabros aos adolescentes. Algum deles incluem bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se e ficar doente. A última missão do jogo é se matar.
De acordo com a delegada Fernanda Fernandes, uma adolescente estava num estágio intermediário do jogo, mas quis adiantar a última tarefa que consiste no atentado contra a própria vida.
A delegada contou que a vítima ia sair de casa e que pretendia pular de um prédio, mas foi impedida pela mãe, que percebeu escoriações no corpo da menor. Mesmo em casa, a adolescente tentou outras formas de se matar, mas novamente foi impedida.
Este é o segundo caso confirmado na Região Metropolitana do Rio, de cinco investigados pela DRCI.

Como a investigação está em processo inicial, a delegada explicou que suspeitas sobre a autoria do crime ainda não podem ser reveladas. A quantidade de curadores do "jogo" também não pôde ainda ser determinada. A certeza, no entanto, é que são vários os moderadores.

Ameaças

A delegada explica que participantes, ao tentarem sair do jogo, são ameaçados virtualmente, inclusive com as famílias envolvidas. No entanto, todas as vítimas que deixaram de participar não mais foram procuradas pelos curadores.

"As vítimas tentam sair e não conseguem. As crianças recebem algumas ameaças de morte ou até um tipo de pressão psicológica mesmo, e acabam cedendo (...) Alguém fala: 'se você não se matar, a gente tem seus dados e vamos atrás de você e da sua família'", relatou.
Investigadores acreditam que o perfil dos administradores do jogo seja de maiores de idade que tentam coagir crianças e adolescentes a participarem.

Preocupação e alcance

O jogo ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo. Em alguns países, como Inglaterra, França e Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias, depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação. As informações são do blog de Andrea Ramal no G1.
O fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando – inclusive no Brasil, como sugerem o caso da jovem de 16 anos morta no Mato Grosso e uma investigação policial em andamento na Paraíba. Na Rússia, em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício; dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida.
A preocupação aumentou ano passado, quando fontes diversas chegaram a divulgar, sem confirmação, 130 suicídios supostamente vinculados a comunidades online identificadas como “grupos da morte”.
Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outro é o “desafio do sal e gelo”, no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais. Embora exista há anos, o desafio voltou com força recentemente. Sem falar no “Jogo da Fada”, que incita crianças o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.

Recomendações

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul.
Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.
G1 ouviu especialistas que dão dicas de como lidar com o tema:

1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar, segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades.
“Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar”, diz.

2. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Elizabeth reforça que este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do “Jogo da Baleia”.
“Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos”, afirma a Elizabeth. Ela lembra que muitos adolescentes “falam” abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

3. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, Elizabeth reforça que é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. “É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção”, afirma Elizabeth.
Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”
Angela reforça que muitas vezes o adolescente não tem capacidade de discernir sobre todo o conteúdo ao qual é exposto. “Por isso é importante o diálogo franco. Não pode fingir que esse tipo de coisa não existe porque ele sabe que existe.”

4. Adolescentes devem buscar aliados

O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas. “Que ele não ceda às ameaças de quem já está em contato com o jogo e entenda que quem está a frente deles são manipuladores”, diz Elizabeth.

5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

Assim como a família, as escolas podem ajudar a identificar situações de risco entre os alunos. “Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem”, afirma Elizabeth.
Alguns colégios, já cientes da viralização do jogo, começaram a pensar em alternativas para aumentar a conscientização sobre a importância de cuidade da vida. No Colégio Fecap, que fica na Região Central de São Paulo, essa ideia virou projeto escolar: a turma de alunos do ensino médio técnico de programação de jogos digitais começou a criar uma espécie de “contra-jogo” da Baleia Azul. “O jogo ainda está sendo produzido pelos alunos. Eles estão se reunindo e debatendo a questão. Serão 15 desafios de como desfrutar melhor da vida e celebrá-la”, conta o professor Marcelo Krokoscz, diretor do colégio.
Durante o curso, os estudantes aprender a aplicar linguagens de programação para criar jogos para computadores, videogame, internet e celulares, trabalhando desde a formação de personagens, roteiros e cenários até a programação do jogo em si. Segundo Krokoscz, a ideia é que o jogo, ainda sem prazo de lançamento, esteja disponível on-line para o público em geral.
Ele afirma que o objetivo é a ajudar os jovens a verem o lado bom da vida. “Impacta mais fortemente nossos alunos a partir do momento que eles mesmos criam um jogo a favor da vida.”
Querendo, veja também:


Garota comete suicídio em Cuiabá - Jogo da Baleia Azul - Mais um jogo violento que acaba em morte - Conheça os sinais



Maria de Fátima da Silva Oliveira, de 16 anos, que morreu ao participar do jogo Baleia Azul na internet, em Cuiabá (MT) (Reprodução)

O caso de Maria de Fátima é mais um que acaba em tragédia! Brincadeiras perigosas, os chamados Choking Games, na maioria das vezes não tem volta!!


Por Marise Jalowitzki
15.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/garota-comete-suicidio-em-cuiaba-jogo.html


Os Treze Porquês, série que aborda bullying, estupro, drogas, álcool, solidão, depressão, suicídio




Por Marise Jalowitzki
19.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/13-reasons-why-ha-mais-de-13-razoes-o.html



Programa Mais Médicos abre mais de 2 mil vagas para brasileiros
Interessados podem se inscrever até o dia 26 de abril


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-jogo-da-baleia-azul-21236180#ixzz4eqP4cJXg 



















 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


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Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade










quarta-feira, 19 de abril de 2017

13 Reasons Why - Há mais de 13 razões !!! O papel da Família

Os Treze Porquês, série que aborda bullying, estupro, drogas, álcool, solidão, depressão, suicídio




Por Marise Jalowitzki
19.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/13-reasons-why-ha-mais-de-13-razoes-o.html

Com interesse, por vezes uma tremenda pena, noutras, até cansaço (sim, achei muito longa a série, com muitas dissertações), assisti e acompanhei Treze Porques (como os jovens comentam) e de como a protagonista Hannah foi se afundando até decidir pelo trágico desfecho.

Muitos são os comentários e análises que estão circulando em várias publicações, a maioria deles voltados à elucidação do tema suicídio e o que pode levar a este ato extremo, análises especialmente voltadas ao público jovem, aos adolescentes, aos jovens. Sugestões de criação de grupos de 'esclarecimento', como geralmente acontece após um episódio impactante e violento, envolvendo uma jovem vida furtada. Como a garota de Cuiabá (artigo abordado neste blog), o pai de família de 22 anos e tantos outros casos! Bullying, desafios, agressões, invasões de privacidade! 


PERSONAGENS





TODOS os personagens são fortes, densos, necessários. Vou focar em apenas alguns.

Na série o maior abusador foi o estuprador, embora ele tenha sido apontado nas fitas em índice bem adiantado, quase ao final. E, no final, como a "ultima razão", a "razão de n° 13", o orientador pedagógico (não gostei do fato de colocar neste frágil papel um ator  negro... com medo de perder seu emprego... ficou muito clichê!), sem preparo (copmo todos, atualmente), inibido para tocar no tema, embora tudo estivesse muito claro: o estupro, os abusos, a fragilidade da garota, seu sofrimento, vergonha, humilhação, dor e incapacidade para seguir adiante.

Mediante TANTA agressão para com ela e despreparo dela mesma, como pedir para que "esquecesse e seguisse em frente"??? NENHUMA pessoa vítima de estupro ou qualquer classificação de abuso sexual é capaz de seguir em frente sem levar consigo suas tremendas cicatrizes, lembrranças, revoltas... Sim, poderíamos novamente focar na escola e seu despreparo, em seu não saber lidar com o que acontece nos bastidores (e não apenas na sala de aula), na violência do que foi "estudar" os poemas da Hannah em sala, SABENDO que uma das alunas seria a autora (como realmente foi)...

O Papel da Família na prevenção

Não vi, até agora, um movimento de esclarecimento aos pais e é neste sentido, de COMENTAR SOBRE O PAPEL DA FAMÍLIA, que este artigo vai - para as famílias, para os adultos, o que inclui TODOS os que convivem com o imprevisível universo dos nossos jovens, recém ingressando no chamado "mundo da [ir]responsabilidade adulta". Porque coloquei "irresponsabilidade"? Porque, tantas e tantas vezes acontecem coisas, abusos, invasões de privacidade, subjugações dos adultos para com os mais fracos-frágeis, seja de que idade for, que é uma triste vergonha!! 



Quero tratar das FAMÍLIAS que, em nenhum momento, são apontados na fita que a garota gravou. Em nenhum momento ela menciona os pais como omissos, como não sabedores, como insipientes (não saber lidar assertivamente) e nem a série aborda as demais famílias - pais e mães dos outros personagens.

Alex, em dilema constante, sente-se culpado e questiona a hipocrisia social que prefere "encher de cartazes" ao invés de omentar, ir fundo, questionar, descobrir as causas e responsabilizar responsáveis


Alex (que também se suicida ao final) - Um pai policial, que o protege de tudo, que o elogia por colocar as roupas arrumadinhas no cabide, mas que não conversa com ele, nem sabe o que se passa com o filho.

Justin - desassistido, fraco, covarde, que vai embora de casa, após ser expulso pelo namorado da mãe (sem a intervenção desta), No desfecho, vai embora, levando apenas uma mochila, algumas roupas, uma garrafa de vodka que ganha do "amigo" (estuprador da Hannah e da namorada de Justin), leva também uma arma, leva nenhum preparo emocional para enfrentar o mundo.


Clay Jensen - que, apesar de uma família "estruturada" - mãe advogada e pai professor (ele se autodenomina um vencedor, sendo uma vítima de bullying na infância-adolescência e hoje vivendo em omissa docilidade). Mesmo querendo como "prova de união" uma "refeição em família", não conseguem estabelecer diálogo com o filho, que passa por MUITAS situações até mesmo muito arriscadas e, ao chegar em casa, recebe...castigos por ter se atrasado....!!! Um filho que já tem cabeça de adulto, mas que é tratado de maneira infantil pelo pais! Pelo menos, ao final, aparece a opção da mãe ( advogada) que quer a verdade, o pai, que acredita em seu filho e Clay, que consegue a prova mais contundente da ação de estupro.

O estuprador que, sendo ovacionado por toda a escola por ser expoente no basquete, vive uma vida rica e solitária, com total liberdade de usar a casa, gastar muito dinheiro e os pais, sempre viajando... Não sabe o que é limites, vê as mulheres como objeto e NINGUÉM para segurá-lo, pois é "rico" e bem "sucedido"... todos na escola admiram seu papel nos esportes... obscurescendo todos os defeitos, que incluem também tráfico e consumo de drogas ilícitas e álcool.

E os Pais da Hannah??


Pais tem de lidar com a impotência do desconhecido, com a ausencia sem volta. Tateando no escuro, aos poucos vão desvendando as razões que levaram a filha ao suicídio.


Companhia
A parte mais dolorosa, sem dúvida! Onde pais precisam se defrontar com o fato que SÓ AMAR não resolve, só querer muito a filha não resolve, só admirar não é companhia, não é estar junto, não ocupa os espaços vazios deixados pela não comunicação, pela não conversa! QUANTAS decisões ela teve de tomar sozinha e os pais, ou a tratando como uma bonequinha de cristal, ou brigando na frente dela, como se ela não existisse...

Muito da angústia da garota, que a fez procurar algumas situações erradas (como ir à festa, no último capítulo-fita) foi por absoluto despreparo!

Como, por exemplo, a mãe deixa a filha adolescente sair à noite, naquela hora, a vagar pelas ruas, para fazer o que? sair com qualquer roupa? nenhuma programação anterior, nem aviso?

Brigas e desentendimentos do casal, sem participação da filha nos diálogos, mesmo ela estando presente

Hannah já era quase uma mulher adulta, as dificuldades financeiras dos pais (causa dos desentendimentos) eram discutidos em sua frente, mas, mesmo quando ela se dispõe a emprestar o dinheiro que tem de reserva para a faculdade, a mãe não aceita! Pais pensam que isto é respeitar o filho, mas os filhos se sentem à parte nas questões familiares, o que só faz aumentar a brecha, a distância, o isolamento!

E, quando ela perde o dinheiro do movimento comercial da farmácia (que é dos pais), dinheiro que iria depositar no banco, é repreendida duramente pela mãe, serm nenhuma opção de resgate. Novamente Hannah oferece seu dinheiro para repor o rombo da perda, novamente a mãe nem aceita questionamentos...

Dramas que a garota passa são totalmente desconhecidos dos pais


Valores Familiares

Por último, quero deixar para reflexão básica: O que é felicidade para as famílias? O que é importante para que uma pessoa se sinta e se saiba querida?

Bastante questionáveis os valores do casal, dando força para que a filha "seja aceita" pelo grupo de "amigos"-colegas da escola, MEDIANTE proporcionar carona a algumas colegas, no carro do pai...e, pior, o pai se afunda em mais dívidas, para proporcionar um carro novo (!!!) à menina para que possa fazer bonito (ela queria, incialmente, alugar uma limusine...)... Jovens terem seus devaneios, tudo bem, mas, em nenhum momento os pais a aconselham, nem esclarecem que amigos de verdade não são 'comprados'...

Onde fica o SER? Então, para ser aceito, precisa TER, ostentar, "ser rica"??? (Bem ao estilo dos EUA), só que isto não aparece em nenhum momento, NEM NOS COMENTÁRIOS AO FINAL, pelos atores e responsáveis pelo roteiro e direção.

PAIS, SE ANTENEM! Não esperem que seu filho venha comentar com vocês sobre a série! Ou sobre qualquer outro assunto impactante.





Procure-o e converse sobre!
Não esperem que seus filhos adolescentes VENHAM conversar com vocês sobre o que sentiram em relação à série (que, provavelmente, viram sozinhos...). ELES COMENTAM COM SEUS AMIGOS, na rua, obtendo e tirando suas próprias conclusões!!

Só que, para você conseguir um diálogo, será preciso ter visto, claro!!! Você está disposto??
E não é pra ficar vendo como "estupidez de adolescente"! É pra entrar no universo deles, com suas reações imediatas e quase sempre imprevisíveis e não pensadas!

E, PRINCIPALMENTE, que cada pai e cada mãe reveja seu papel na reconquista de seu filho adolescente, para que ele se abra, pelo menos nas situações difíceis, com vocês!!

As angústias pelas quais as crianças, adolescentes e jovens passam, especialmente no Ensino Médio, não é privilegio da Escola Liberty (reportando à série). Está em CADA ESTABELECIMENTO de ensino, precisa ser mais trabalhada a questão do bullying, precisam ser abertos mais espaqços onde os jovens possam se expressar sem serem zoados pelos colegas e, por vezes, até mesmo pelos professores. Em casa, nem comentam nada...

POR MAIS DIÁLOGO! POR MAIS VIDA!


Querendo, veja também:


Garota comete suicídio em Cuiabá - Jogo da Baleia Azul - Mais um jogo violento que acaba em morte - Conheça os sinais


Maria de Fátima da Silva Oliveira, de 16 anos, que morreu ao participar do jogo Baleia Azul na internet, em Cuiabá (MT) (Reprodução)

O caso de Maria de Fátima é mais um que acaba em tragédia! Brincadeiras perigosas, os chamados Choking Games, na maioria das vezes não tem volta!!


Por Marise Jalowitzki
15.abril.2017
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 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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