quinta-feira, 27 de abril de 2017

Sobre o uso de Modafinil e Ritalina em crianças e seus efeitos colaterais - Drs. Ahmed Dahir Mohamed e Alysson Muotri


Modafinil,  Stavigile no Brasil, comercializada também como Provigil, Vigil, Modioda, Modavigil, Vigicer. Nos EUA, os riscos foram considerados altos de mais e o medicamento foi proibido para crianças.


Publicado neste blog em 27.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/sobre-o-uso-de-modafinil-e-ritalina-em.html

Os estudos de Ahmed Dahir Mohamed comprovam que o uso desses remédios sem necessidade clínica pode causar efeito contrário, comprometendo capacidades cognitivas. É o caso dos trabalhos com o modafinil. “Tomar modafinil parece reduzir a criatividade ou o pensamento ‘fora da caixa’ em pessoas saudáveis que normalmente são criativas”, aponta.
UNISINOS ENTREVISTA Ahmed Dahir Mohamed (veja sinopse biográfica ao final)

IHU On-Line – Que efeitos colaterais podem ser atribuídos ao uso desse tipo de drogas?
Ahmed Dahir Mohamed – Estudos experimentais mostraram que o modafinil, por exemplo, pode causar sérios efeitos colaterais, que incluem um prurido e reações alérgicas. Esses efeitos colaterais incluem boca seca, restrição do apetite, perturbações gastrointestinais, incluindo náuseas, diarreia, constipação e dispepsia, dor abdominal, taquicardia, vasodilatação, dor no peito, palpitações, dor de cabeça, incluindo enxaqueca, ansiedade, distúrbios do sono, tonturas, sonolência, depressão, confusão, parestesia, astenia, perturbações visuais, Síndrome de Stevens-Johnson (*leia sobre SSJ - além de esfoliação - queima e coceira da pele - provoca alucinações, irritabilidade e pensamentos suicidas)  e necrólise epidérmica tóxica.

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SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON


Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e um novo fármaco anti-epiléptico, oxcarbazepina, está estruturalmente relacionado com a carbamazepina, também tem sido demonstrado como indutor de SJS." ( NCBI -Gov.EUA) - Trileptal - carbamazepina - oxcarbazepina - Tegretol -


Os efeitos colaterais provocados pelo modafinil são irritabilidade, excitação, tremores, tontura, dor de cabeça, náusea, dor abdominal, pressão alta e palpitações. Esses efeitos podem ser muito perigosos, especialmente para quem possui problemas cardíacos ou circulatórios, precipitando arritmias e acidentes vasculares. Já foi relatado também o surgimento de problemas de pele decorrentes do uso.

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As contraindicações dessas drogas incluem problemas cardíacos e deficiências hepáticas. Além disso, se alguém estiver tomando outros medicamentos, poderá haver interações farmacológicas, que poderiam ser perigosas em alguns casos. É importante notar que a Ritalina, por exemplo, tem sido associada com o crescimento atrofiado e a impotência em homens. Por favor, é sempre importante consultar o Formulário Nacional Britânico  e as bulas fornecidas pelos fabricantes. Elas vão dizer a você quais são os potenciais efeitos colaterais.
Pressão Social
Por exemplo, 33% dos entrevistados de uma recente pesquisa feita pela prestigiada revista científica Nature indicaram que se sentiriam pressionadas a dar medicamentos para seus filhos se outras crianças na escola os estivessem tomando. Ainda pode haver pressões sociais para usar drogas médicas, particularmente entre os jovens. Uma recente pesquisa realizada nos EUA revelou que os estudantes universitários são mais propensos a tomar medicamentos se tais drogas forem eficazes e enquadradas como não ameaçadoras à sua individualidade, que as tomariam se elas os tornassem mais competitivos e lhes dessem uma vantagem. Portanto, isso levanta a questão ética que surge a partir do uso de medicamentos por causa da pressão social indireta da sociedade, que exige que constantemente nos demos bem em todas as tarefas em todas as áreas das nossas vidas. No entanto, o indivíduo ainda tem a escolha de participar ou não dessa cultura.
Também é importante notar que o modafinil é usado como medicamento substitutivo para pacientes com vício em cocaína, porque a droga ativa áreas do cérebro similares assim como a cocaína e possui propriedades semelhantes à cocaína. http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6486&secao=487 


MENOS "BARATO" E MAIS COGNIÇÃO


Fim dos anos 70. Um laboratório francês começa a procurar soluções para a narcolepsia, um distúrbio que causa sonolência excessiva durante o dia e afeta 0,2 a 0,5% da população mundial. Depois de muitos anos de pesquisa, os cientistas chegam a uma droga promissora, que aparentemente não tem os efeitos colaterais dos outros tratamentos. Ninguém sabe exatamente como ela funciona (parece alterar os níveis de vários neurotransmissores, como dopamina, serotonina e noradrenalina, e com isso facilitar a comunicação entre os neurônios), mas o fato é que funciona. E o melhor: não provoca euforia, não dá "barato" e não vicia – os grandes problemas dos remédios até então usados para tratar a narcolepsia. O novo medicamento é batizado de modafinil e lançado na França em 1994. Logo atrai o interesse dos militares. O Exército francês, e depois o americano, começaram a testar o remédio. O objetivo não é criar uma safra de guerreiros superinteligentes – é simplesmente evitar que durmam. E funciona. “O modafinil permite que indivíduos saudáveis fiquem acordados por mais de 60 horas, sem efeitos colaterais”, conclui um estudo do governo francês. Imagine só.
Foi o suficiente para explodir o interesse no modafinil, que começou a ser apresentado pelo fabricante (a empresa americana Cephalon, que comprou o remédio dos cientistas franceses) como uma solução para quem vive cansado e deseja ter mais energia no dia a dia – o laboratório tentou aprovar sua droga até como remédio para jet lag. Essa ofensiva de marketing foi considerada irresponsável pelo governo americano, que aplicou uma multa milionária no laboratório. Mas isso não foi o suficiente para brecar a mania do modafinil, cujas vendas quintuplicaram e bateram em US$ 1 bilhão anuais. E isso só nos EUA, sem contar os outros países (entre eles o Brasil, onde a droga foi lançada em 2011).
Há muito se tem notícia de pessoas que desejam o "aprimoramento" de seu cérebro. 
"O escritor Honoré de Balzac, no início do século 19, tomava café aos montes para produzir, porque a bebida “afasta o sono e nos dá a capacidade de nos manter por mais tempo no exercício de nosso intelecto”. E Sigmund Freud acreditava que a cocaína pudesse ser um poderoso auxílio para a mente. Mas os estimulantes só entraram na era moderna em 1929, quando o químico Gordon Alles introduziu o uso médico das anfetaminas (para tratar asma e bronquite). Na 2a Guerra Mundial, elas já tinham feito a cabeça das pessoas – tanto os nazistas quanto os aliados distribuíam a droga a seus soldados no front. Deve ter sido, além de a mais violenta, a guerra mais insone e neurótica de todos os tempos. Afinal, como você já deve ter ouvido falar, as anfetaminas são estimulantes fortíssimos – e tão viciantes quanto as piores drogas ilegais."
(...)
EFEITOS COLATERAIS MORAIS
“É óbvio, já começaram a surgir discussões éticas sobre isso”, contaAlysson Muotri, biólogo molecular brasileiro que trabalha na Universidade da Califórnia. Ele trabalha especificamente com o fenômeno da neurogênese – a produção de novos neurônios no cérebro, um dos caminhos pelos quais as pílulas da inteligência podem melhorar a performance cerebral das pessoas. Para Muotri, não há nenhum problema em desenvolver e testar as drogas da inteligência. “Se um cientista achar que usar esses medicamentos melhora seu desempenho, não vejo nada contra (ele tomar o remédio). Afinal, a meta é fazer descobertas que beneficiem a humanidade.” Mas outra coisa, bem diferente, é permitir que a indústria farmacêutica promova livremente essas pílulas.
Por uma razão simples: os efeitos colaterais. Os estimulantes mais usados hoje, como o Ritalin e as anfetaminas, já têm efeitos colaterais bastante conhecidos – e graves. Os riscos vão desde problemas cardíacos a alucinações, sem falar na grande possibilidade de o usuário se viciar. Mas mesmo as drogas mais recentes, embora aparentemente menos perigosas, não são livres de riscos. 




Modafinil tem seu uso PROIBIDO para crianças

O modafinil, por exemplo, que foi apresentado como uma droga praticamente livre de efeitos colaterais, teve problemas com o governo dos EUA em 2006, quando o fabricante tentou liberar seu uso em crianças, para tratar casos de distúrbio de déficit de atenção. Descobriu-se que, em alguns poucos casos, o modafinil pode causar irritações extremamente agressivas na pele. Não é uma coceirinha. É uma doença chamada Síndrome de Stevens-Johnson, que pode exigir internação hospitalar e levar à morte. O governo dos EUA considerou esse risco alto demais, e não liberou o modafinil para crianças.
E a verdade é que ninguém sabe quais são os efeitos de longo prazo dessa e das outras drogas. No curto prazo, elas de fato parecem dar alguma vantagem a seus usuários. Mas o que acontece depois de 10, 15 anos de uso? Nenhum estudo chegou a atingir essa maturidade, de forma que as respostas ainda estão por vir – ao mesmo tempo em que milhares de pessoas conduzem o mesmo teste, sem controle algum, em seus próprios cérebros. Mas as primeiras pesquisas com animais estão revelando resultados preocupantes.
Alguns dos remédios parecem aumentar a neurogênese, ou seja, aceleram o crescimento de neurônios no cérebro. Só que isso não é necessariamente bom. “Existem algumas situações de neurogênese que são ruins. A epilepsia, por exemplo, aumenta a neurogênese. Mas os novos neurônios formam conexões defeituosas. Ou seja: o nascimento deles mais atrapalha do que ajuda”, afirma Muotri.
A diminuição do sono, que é um efeito comum dos estimulantes (principalmente se tomados à noite), pode ajudar a virar noites rachando de estudar ou terminando trabalhos importantíssimos. Mas estudos feitos em ratos apontam que a privação do sono causa danos ao hipocampo, parte do cérebro que – entre outras coisas- coordena o funcionamento da memória. E isso acontece rápido: 3 dias seguidos sem dormir já são o suficiente para produzir alterações estruturais no cérebro. E, quando falamos de longo prazo, as coisas ficam ainda mais arriscadas. O uso contínuo de estimulantes pode alterar a estrutura e o funcionamento do cérebro, de forma a causar depressão, aumentar a ansiedade e, pasme, deixar a pessoa mais burra.
Pois é. Ao tentar criar uma geração superinteligente de humanos, corremos o risco de terminar com 6 bilhões de toupeiras.
(...)
http://super.abril.com.br/ciencia/a-pilula-da-inteligencia/ (2011)

Um arsenal de bombas
Testes clínicos estão revelando que várias substâncias (entre elas algumas a muito conhecidas) produzem efeitos positivos sobre o funcionamento do cérebro. Mas cada uma delas tem seus próprios riscos.
ADDERALL (MIX DE ANFETAMINAS)
Uso original: tratar déficit de atenção (DDA).
Efeitos colaterais: problemas cardíacos, vício.
ANIRACETAM
Uso original: tratar Alzheimer.
Efeitos colaterais: ansiedade, insônia.
DONEPEZIL
Uso original: tratar Alzheimer.
Efeitos colaterais: náuseas, diarreia.
FLUOXETINA (PROZAC)
Uso original: tratar depressão.
Efeitos colaterais: ansiedade, suicídio.
METIlFENIDATO (RITALIN)
Uso original: tratar DDA.
Efeitos colaterais: convulsões, psicose.
MODAFINIL (Stavigile)
Uso original: tratar narcolepsia.
Efeitos colaterais: doenças de pele, ideias suicidas.
PIRACETAM
Uso original: tratar convulsões.
Efeitos colaterais: ansiedade, tremores.
SELEGILINA
Uso original: tratar Parkinson.
Efeitos colaterais: dor de cabeça, diarreia.
VAPRESSINA
Uso original: tratar diabetes.
Efeitos colaterais: náuseas, coma.

Ahmed Dahir Mohamed - Psicólogo licenciado e registrado no Reino Unido e membro associado da Sociedade Britânica de Psicologia. Atualmente, é membro do pós-doutorado e professor adjunto de Psicologia (Neurociência do Desenvolvimento Cognitivo e Afetivo) na Escola de Psicologia no campus da Malásia da Universidade de Nottingham. Ainda possui licenciatura em Psicologia pela Universidade de Reading, Reino Unido. Obteve seu doutorado no Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina Clínica da Universidade de Cambridge. Também é professor visitante de Neurociências e Ética no Centro de Bioética da Universidade de Otago, Nova Zelândia. Tem publicações na área de neurociências e neuroética do melhoramento cognitivo e do bem-estar subjetivo. Acaba, agora em 2015, de completar a coedição de um livro pela Oxford University Press, intitulado Rethinking Cognitive Enhancement: The Neuroscience of Cognitive and Physical Enhancement, com o professor Wayne Hall (Universidade de Queensland, Austrália) e o professor Ruud Ter Meulen (Universidade de Bristol, Reino Unido). 

Alysson Muotri - PhD em Genética pela USP, biólogo molecular,  pesquisador do Instituto Salk para Estudos Biológicos, em La Jolla, San Diego, Califórnia, onde realiza pós-doutorado em Neurociências. Desenvolve estudos sobre neurogênese, focando especialmente em autismo. Professor do Departamento de Pediatria e Medicina Celular e Molecular da Universidade da Califórnia.


Querendo, leia também:

Mãe só descobre que o medicamento não é para déficit
de atenção ao receber a negativa de gratuidade no
recebimento pelo SUS. E quantas mães vão, confiantes,
até o balcão da farmácia, receita na mão, e levam
oxcarbazepina (oxcarbazepine) para a criança
diagnosticada como desatenta?



Por Marise Jalowitzki
28.setembro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/tdah-oxcarbazepina-e-proibida-no-brasil.html









 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/

Para adquirir e obter mais informações, veja no blog  (AQUI) ou encaminhe e-mail para:
marisejalowitzki@gmail.com  

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Baleia Azul - Jogos que induzem ao suicídio, uma realidade mais assustadora que se imagina - Novos casos desta quinta-feira

Quadro de solidão e depressão, que leva adolescentes a grupos de automutilação e suicídio só vai mudar quando a família se envolver pra valer, em programas prazerosos, quando professores falarem mais a linguagem dos jovens, e estiverem prontos para a escuta e autyoridades sejam mais rigorosos e direcionados a coibir estes atos criminosos!
Ações criadas, como o Jogo da Baleia Rosa, tentando incentivar 50 tarefas do Bem!




Por Marise Jalowitzki
20.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/baleia-azul-jogos-que-induzem-ao.html

No Piauí uma criança não consegue ficar acordada há mais de 24 horas. Está falando e cai novamente desfalecida, depois que um desconhecido lhe deu um bombom, que o9menino ingeriu. Polícia investiga pois, ao que tudo indica, faz parte de uma das 50 tarefas do jogo "Baleia Azul", distribuir os bombons tóxicos a 30 crianças!!

Além da menina de Cuiabá, mais destaques: Gabriel dos Santos, 19 anos, de Pará de Minas e no Rio de Janeiro, Polícia está à procura dos 'curadores' que quase levaram ao suicídio uma garota, a segunda vítima do Rio nos últimos dias.

Nove estados já apresentam casos: MT, SP, RS, PB, MG, RJ, PE, PR e SC

Até onde irá toda esta nova onda??? Até onde os pais, os professores, a polícia, a (inexistente)censura na internet permitirem!! Continuo repetindo: vigilância, ficar em cima, não para punir ou xingar, mas presença boa, trazer os filhos para junto, para perto, conversar, distrair, indicar caminhos e seguir juntos!!!!

Filhos que apenas "estão em casa", na "segurança" do quarto, podem estar selando o fim de suas vidas!!

PAIS PRECISAM ESTAR CADA VEZ MAIS ALERTAS E ORIENTAR SEMPRE SEUS FILHOTES
Pais PRECISAM ESTAR MAIS PRESENTES NA VIDA DE SEUS FILHOS!!!

Uma mãe encaminhou:

A baleia azul não tem culpa

Lamento informar aos pais, mas não vai adiantar acabar com a "baleia azul". Se acabarmos com a baleia, pode vir o "elefante roxo", o "tigre amarelo", o "pica pau cor de rosa" e outros. O que de fato está faltando é a "cor" nas famílias. Estamos demasiadamente distraídos e buscando culpados o tempo todo. Estamos com pais "cinzas", sem vida, sem ação, sem autoridade, sem carinho com os filhos, sem tempo. Acredite, ninguém substitui você na vida de seus filhos. Quando falta você (pai e mãe), seu filho buscará preencher sua ausência com qualquer bicho de 7 cabeças ou sem cabeça alguma. Sabe porque essa geração de filhos não sai do celular, do computador, dá internet, do isolamento? Porque vocês os empurram pra esse mundo virtual. Os pais não tem dado o carinho real, o abraço acolhedor, não tem tempo para brincar com os filhos, rolar no chão, sujar a roupa com eles. Aproveitem a desgraça dá baleia azul para alcançar a graça de acordar para o cuidado com seus filhos.
Se você não tiver tempo para seus filhos, os bichos do mundo terão."

Onde buscar ajuda e orientação

Porto Alegre possui dois plantões de emergência em saúde mental com atendimento 24 horas, no Centro de Saúde Vila dos Comerciários e no Centro de Saúde IAPI, além de pós-atendimento junto às esquipes de Especializadas de Saúde da Criança e do Adolescente e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Casos suspeitos devem ser denunciados junto ao Deca, no telefone (51) 2131-5708 (em horário comercial), via 0800-6426400 ou por Whatsapp (51) 98418-7814.
http://oglobo.globo.com/sociedade/o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-jogo-da-baleia-azul-21236180

(Vejam artigos na íntegra):

Compartilhado pelo amigo Jex Jex Xavier - Teresina - Piauí - Utilidade Pública: Alerta aos pais
Crianças estão sendo envenenadas na porta de escolas em Teresina com balas que fazem dormir. Segundo a reportagem do Jornal do Piauí desta quinta (20) e de acordo com a polícia isso pode fazer parte do fenômeno macabro da Baleia Azul, mas a Polícia ainda está investigando. Segundo ainda a matéria da Equipe Cidade Verde quem participa do jogo deve dar balas para 30 crianças para cumprir um dos desafios. A polícia está averiguando tudo com calma porque já tem casos em Teresina. Acabou de mostrar ao vivo uma criança se debatendo depois de ter dormido 24h logo após o consumo da bala e o relato preocupante da mãe. Que loucura!
Fica o alerta para os pais mais uma vez.
Aqui tem o link da matéria para quem quiser saber mais https://www.google.com.br/…/cidadeverde…/noticias/amp/245887
A matéria no YouTube encontra-se aqui https://www.youtube.com/watch?v=fICC_XOoQl8
#utilidadepublica #baleiaazul #tvcidadeverde


Mais:

CASOS RELACIONADOS COM JOGO DA BALEIA AZUL MOBILIZAM POLÍCIA E SAÚDE EM PORTO ALEGRE

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre emitiu um alerta sobre os casos de tentativa de suicídio relacionados com o jogo 'Baleia Azul' e com a série '13 Reasons Why’.
Entre os dias 8 e 19 de abril, foram registradas oito tentativas de suicídio de adolescentes junto à rede de atendimento municipal, sendo que, em quatro, houve referência direta ao jogo. Sete jovens continuam internados em hospitais, conforme a SMS.
'NÃO QUIS ME OUVIR. PERDI MEU FILHO PARA O JOGO', DIZ MÃE SOBRE 'BALEIA AZUL' (MINAS GERAIS)

20.abril.2017
Gabriel dos Santos, de 19 anos, tirou a própria vida em Pará de Minas; participação no game online é investigada

Em depoimento ao Estado, Maria de Fátima, mãe de Gabriel dos Santos, de 19 anos, que se matou em Pará de Minas, relata envolvimento do jovem com o jogo baleia-azul. O "game" online incentiva o suicídio e a automutilação. 
No Brasil, 1 em cada 10 adolescentes de 11 a 17 anos acessa conteúdo na internet sobre formas de se ferir - e 1 em cada 20, de se suicidar, segundo o Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic). 
Leia abaixo o depoimento:

"Eu falei com ele para sair daquele jogo. Uma pessoa, para fazer um jogo como esse, faz um pacto e vai colhendo alma pelo mundo afora. Só que ele não quis me ouvir. Foi quando eu briguei com ele, que isso não era coisa de Deus. Mas ele não aguentou a pressão do jogo. Dizem que eles ameaçam os jogadores que querem sair, que têm os dados da família. Ele tentou sair, mas voltou ao jogo. Perdi meu filho para um jogo. Não quero que mais mãe nenhuma passe por isso. Era um filho trabalhador, honesto, não usava drogas. Você, se precisar, dê umas palmadas, olhe o celular. Mas não deixe seu filho se perder nesse jogo. Espero que essa turma (que convida para participar) seja punida."

POLÍCIA DIZ QUE MÃE IMPEDIU SUICÍDIO DE FILHA QUE JOGOU 'BALEIA AZUL' NO RJ

20.abril.2017
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/policia-confirma-que-adolescente-foi-vitima-do-jogo-baleia-azul.ghtml

Segundo depoimentos, adolescente ficou com escoriações pelo corpo. 

Delegacia investiga 'curadores' de jogo virtual que lista desafios que podem levar ao suicídio.


A Polícia Civil do Rio de Janeiro ouviu nesta quinta-feira (20) mais uma adolescente vítima do jogo "Baleia Azul" – disputa virtual que inclui desafios que podem induzir ao suicídio. Segundo a investigação, uma das vítimas ouvidas na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) foi impedida de se matar pela mãe, que percebeu que a filha tinha escoriações pelo corpo.
No jogo, disputado pelas redes sociais, em que um grupo de organizadores, chamados "curadores", são propostos 50 desafios macabros aos adolescentes. Algum deles incluem bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se e ficar doente. A última missão do jogo é se matar.
De acordo com a delegada Fernanda Fernandes, uma adolescente estava num estágio intermediário do jogo, mas quis adiantar a última tarefa que consiste no atentado contra a própria vida.
A delegada contou que a vítima ia sair de casa e que pretendia pular de um prédio, mas foi impedida pela mãe, que percebeu escoriações no corpo da menor. Mesmo em casa, a adolescente tentou outras formas de se matar, mas novamente foi impedida.
Este é o segundo caso confirmado na Região Metropolitana do Rio, de cinco investigados pela DRCI.

Como a investigação está em processo inicial, a delegada explicou que suspeitas sobre a autoria do crime ainda não podem ser reveladas. A quantidade de curadores do "jogo" também não pôde ainda ser determinada. A certeza, no entanto, é que são vários os moderadores.

Ameaças

A delegada explica que participantes, ao tentarem sair do jogo, são ameaçados virtualmente, inclusive com as famílias envolvidas. No entanto, todas as vítimas que deixaram de participar não mais foram procuradas pelos curadores.

"As vítimas tentam sair e não conseguem. As crianças recebem algumas ameaças de morte ou até um tipo de pressão psicológica mesmo, e acabam cedendo (...) Alguém fala: 'se você não se matar, a gente tem seus dados e vamos atrás de você e da sua família'", relatou.
Investigadores acreditam que o perfil dos administradores do jogo seja de maiores de idade que tentam coagir crianças e adolescentes a participarem.

Preocupação e alcance

O jogo ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo. Em alguns países, como Inglaterra, França e Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias, depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação. As informações são do blog de Andrea Ramal no G1.
O fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando – inclusive no Brasil, como sugerem o caso da jovem de 16 anos morta no Mato Grosso e uma investigação policial em andamento na Paraíba. Na Rússia, em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício; dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida.
A preocupação aumentou ano passado, quando fontes diversas chegaram a divulgar, sem confirmação, 130 suicídios supostamente vinculados a comunidades online identificadas como “grupos da morte”.
Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outro é o “desafio do sal e gelo”, no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais. Embora exista há anos, o desafio voltou com força recentemente. Sem falar no “Jogo da Fada”, que incita crianças o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.

Recomendações

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul.
Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.
G1 ouviu especialistas que dão dicas de como lidar com o tema:

1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar, segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades.
“Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar”, diz.

2. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Elizabeth reforça que este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do “Jogo da Baleia”.
“Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos”, afirma a Elizabeth. Ela lembra que muitos adolescentes “falam” abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

3. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, Elizabeth reforça que é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. “É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção”, afirma Elizabeth.
Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”
Angela reforça que muitas vezes o adolescente não tem capacidade de discernir sobre todo o conteúdo ao qual é exposto. “Por isso é importante o diálogo franco. Não pode fingir que esse tipo de coisa não existe porque ele sabe que existe.”

4. Adolescentes devem buscar aliados

O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas. “Que ele não ceda às ameaças de quem já está em contato com o jogo e entenda que quem está a frente deles são manipuladores”, diz Elizabeth.

5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

Assim como a família, as escolas podem ajudar a identificar situações de risco entre os alunos. “Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem”, afirma Elizabeth.
Alguns colégios, já cientes da viralização do jogo, começaram a pensar em alternativas para aumentar a conscientização sobre a importância de cuidade da vida. No Colégio Fecap, que fica na Região Central de São Paulo, essa ideia virou projeto escolar: a turma de alunos do ensino médio técnico de programação de jogos digitais começou a criar uma espécie de “contra-jogo” da Baleia Azul. “O jogo ainda está sendo produzido pelos alunos. Eles estão se reunindo e debatendo a questão. Serão 15 desafios de como desfrutar melhor da vida e celebrá-la”, conta o professor Marcelo Krokoscz, diretor do colégio.
Durante o curso, os estudantes aprender a aplicar linguagens de programação para criar jogos para computadores, videogame, internet e celulares, trabalhando desde a formação de personagens, roteiros e cenários até a programação do jogo em si. Segundo Krokoscz, a ideia é que o jogo, ainda sem prazo de lançamento, esteja disponível on-line para o público em geral.
Ele afirma que o objetivo é a ajudar os jovens a verem o lado bom da vida. “Impacta mais fortemente nossos alunos a partir do momento que eles mesmos criam um jogo a favor da vida.”
Querendo, veja também:


Garota comete suicídio em Cuiabá - Jogo da Baleia Azul - Mais um jogo violento que acaba em morte - Conheça os sinais



Maria de Fátima da Silva Oliveira, de 16 anos, que morreu ao participar do jogo Baleia Azul na internet, em Cuiabá (MT) (Reprodução)

O caso de Maria de Fátima é mais um que acaba em tragédia! Brincadeiras perigosas, os chamados Choking Games, na maioria das vezes não tem volta!!


Por Marise Jalowitzki
15.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/garota-comete-suicidio-em-cuiaba-jogo.html


Os Treze Porquês, série que aborda bullying, estupro, drogas, álcool, solidão, depressão, suicídio




Por Marise Jalowitzki
19.abril.2017
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/13-reasons-why-ha-mais-de-13-razoes-o.html



Programa Mais Médicos abre mais de 2 mil vagas para brasileiros
Interessados podem se inscrever até o dia 26 de abril


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-jogo-da-baleia-azul-21236180#ixzz4eqP4cJXg 



















 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


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