quinta-feira, 30 de abril de 2015

Por que alguns médicos escrevem no rodapé da receita: "Não permitir que o atendente da farmácia substitua este medicamento..."





Por Marise Jalowitzki
30.abril.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/por-que-alguns-medicos-escrevem-no.html


Comentário de uma psicóloga após uma postagem sobre o excesso de receitas emitidas, a maior parte já na primeira consulta:

"E lá embaixo da receita, o médico coloca uma observação: "Não permitir que o atendente da farmácia substitua este medicamento..." ou seja, nada de genéricos, pague bem mais caro!"
Isto é bastante sério e precisa ser conhecido!

Vai-se em uma farmácia e o próprio farmacêutico mostra que a indicação é a mesma, os ingredientes são os mesmos, a dosagem a mesma! "É igual!", declara o farmacêutico, mas, temeroso, o cliente diz: "Eu vou procurar em outra farmácia! Preciso seguir o que o médico receitou!"

Mas, quem nunca ficou com esta 'pulguinha'? sem entender direito o porque de não substituir?

Pois há muitas denúncias a este respeito dando conta que tem a ver com o controle da farmacêutica para ganhar regalias das desta (laboratório específico), depois.



Há um controle nacional dos médicos (chamados prescritores) e os medicamentos que receitam. 

Aquelas pastas cheias dos vendedores-representantes das farmacêuticas (por vezes eles chegam até com as malinhas de rodinhas), naquelas visitas que atrasam as nossas consultas, ali estão as famosas "amostras grátis".

O médico que é conivente com este processo comercial, recebe várias amostras grátis do representante, depois, dá algumas aos pacientes e, a partir daí, só receita aqueles medicamentos!! Ou seja, "não poder trocar de medicamento" é pra "não furar" a fidelidade dele (médico) com determinado laboratório!! Tudo controlado, pois ele recebe benefícios, bônus, recompensas...

Já escrevi sobre isso também no livro e em outros artigos... e este controle ficou mais flagrante pra mim quando tive acesso aos dados da ANVISA sobre o metilfenidato (ritalina, concerta,.....e outros). A ANVISA sabe exatamente quem são os maiores prescritores do Brasil. Três deles concentram o maior número de receitas no país inteiro! Só não colocam o nome na divulgação de seu Boletim de Farmacoepidmiologia do SNGPC - Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados... (Capítulo 8 - TDAH O que diz o Brasil - ANVISA - Livro TDAH Crianças que Desafiam) Certa vez vi uma charge, onde mostrava uma pessoa chorando, uma outra estendendo um lenço e o ombros amigo e três estendendo um copo d'água com remédios!!

E não é assim mesmo??

"Consumidores e profissionais de saúde tem a desempenhar um papel chave no desenvolvimento de consciência crítica da relação entre saúde e informação sobre produtos farmacêuticos; isso deve acontecer nos currículos das faculdades de medicina e de farmácia e bas escolas de 2º grau." HAI - Health Action International - "Burlando os Limites: Novas tendências na propaganda farmacêutica"


(Inclusão em 02.maio.2015)

Ao receber comentários nas redes sociais, houve a discussão sobre genéricos ou não genéricos, quantos são os profissionais éticos e quantos não o são. As estatísticas internacionais falam por si. Infelizmente, em nosso país, ou elas não existem ou, se existem, não são divulgadas. Mas o problema é real e precisa ser mais comentado.

Temos de discutir o tema sem nos sentirmos atingidos como indivíduos, pois a questão é bem mais ampla e complexa, pois perpassa um outro profissional ou paciente. É um problema crônico e mundial. 

Quando a HAI - Health Action International - promulgou, em 1998, algumas diretrizes no sentido de frear certos "hábitos" das farmacêuticas e ressaltar que "Medicamento não é mercadoria. Drogaria não é supermercado e que deve haver a promoção racional do uso de medicamentos" é porque a coisa tava estrapolando. E não me refiro apenas a questão de genéricos ou não genéricos. É ética, mesmo.

E esta prática mobilizou vários órgãos e entidades. " Se brindes são aceitos de uma empresa cujo produto o médico (a médica) prescreve, os interesses de duas outras partes, imediatamente, tornam-se relevantes quanto à decisão do tratamento. O ponto chave, aqui, frequentemente esquecido, é que aceitar um brinde cria conflito de interesse e intenção, na ocasião de por em primeiro plano os interesses dele ou de uma terceira parte. Na verdade, mesmo que pretenda, ou não, o médico relembra a empresa ou brinde quando a prescrição é feita!" (Agraval, 2004)

Esta questão básica - Sem Brindes de Qualquer Natureza (no free lunch) também chegou ao Brasil, e é por isso que os brindes diminuiram significativamente, embora continuem em muitos consultórios (sou testemunha disso) e deveriam ser mais amplamente vigiados.

Mesmo que alguns órgãos, já cientes dos abusos que acontecem de forma mais corriqueira do que se pensa, tentam trazer ao conhecimento público, mesmo que algumas providências são tomadas o problema de sempre em nosso país é a falta de inspeção e vigilância. Em 2012 o SINCOFAGO - Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Goiás divulgou em matéria esclarecedora: "... não resta dúvida de que a relação entre a indústria e os médicos provoca conflitos éticos quase insolúveis. Como tentativa de trazer maior transparência e menos desconfiança entre os envolvidos, um protocolo foi firmado entre Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) e estabelece regras para a disseminação de medicamentos e correlatos sem interferir na independência técnico-científica entre as classes, respeitando-se padrões éticos.

Alguns pontos polêmicos, sobre os quais se firmaram as diretrizes, estão relacionados ao patrocínio pela indústria de congressos médicos, realização de simpósios pelas indústrias dentro dos congressos, distribuição de brindes e presentes e visitação médica.Por este novo protocolo, médicos serão convidados para eventos realizados pelas indústrias farmacêuticas, através de critérios objetivos previamente estabelecidos, considerando-se inadequado o critério comercial. Fixaram-se patamares financeiros para brindes e/ou presentes a serem ofertados aos médicos, os quais deverão ter valor meramente simbólico. Pretendeu-se restringir patrocínios de viagens somente ao próprio profissional participante e não para acompanhante".


"Uma corrente entre os médicos deixa claro haver certo desconforto quanto a essa iniciativa do CFM. Isto porque o protocolo pode soar inócuo, até hipócrita, quando se considera, por exemplo, que um estudo clássico de 2000 no "Jama" (periódico da Associação Médica Americana) concluiu que a distribuição de brindes, amostras grátis e subvenções para viagens têm efeito sobre as atitudes dos médicos. Pagar uma viagem para um médico aumentaria entre 4,5 e 10 vezes a probabilidade de receitar as drogas da patrocinadora. Neste aspecto, não importariam as restrições delineadas no acordo.

Há evidências, por meio de pesquisas, de que o médico pode ser influenciado por outras formas, na prescrição de determinado medicamento, em detrimento da evidência científica, a qual deveria ser o fator mais importante na escolha do medicamento."



Uma farmacêutica coloca:
"Como farmacêutica sei que há controle de qualidade na producão de todos os medicamentos. Se há dúvida na qualidade dos genéricos por conta da corrupção, a mesma dúvida deve se estender aos medicamentos de referência. E digo mais, o laboratórios que fabricam mediamentos de referência são os mesmos que fabricam medicamentos genéricos (há exceções). Logo, opta-se em prescrever aquele que dá mais retorno, respeitando a ambiguidade do contexto."

Sim, é bem assim que acontece. E é esta ambiguidade de contexto que precisamos, minimamente, discutir.

O Código de Ética Médica, no artigo 69,veda ao médico: "obter vantagem pelo encaminhamento de procedimentos, pela comercialização de medicamentos, órteses, próteses ou implantes de qualquer natureza, cuja compra decorra de influência direta em virtude de sua atividade profissional".

A situação existe e, sinceramente, não percebo que seja uma minoria. Minoria são os éticos. Todos os casos que me chegam, as pesquisas feitas (inclusive a própria imagem que encabeça este artigo), as mobilizações internacionais, mostram o quanto vários e vários médicos de diferentes áreas se deixaram seduzir!

Quando, por exemplo, no caso do TDAH, a própria APA - Associação Americana de Psiquiatria - aceita o resultado da pesquisa do Dr. Andrew Adesman, provando que mais de 90% dos especialistas desconsideram as recomendações de encaminhar para terapia e só medicar quando necessário, estamos diante de um quadro extremamente preocupante!

Artigo 104 do Código de Ética: "É vedado ao médico deixar de manter independência profissional e científica em relação a financiadores de pesquisa médica, satisfazendo interesse comercial ou obtendo vantagens pessoais". Ou seja, normas e diretrizes existem, mas não são cumpridas. Essa indisciplina pode levar o médico a responder a um processo ético-disciplinar e ser punido. Todavia, parece que a outra parte, a indústria farmacêutica, não estava a observar tais preceitos éticos e, para esta, inexiste qualquer punição. (SINCOFARMA-GO)




 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A frenética busca por psicotrópicos é moda! Doença da Moda!





Por Marise Jalowitzki
29.abril.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/a-frenetica-busca-por-psicotropicos-e.html


Conversava há pouco com uma amiga do grupo sobre as variáveis das atitudes da medicina! O que é verdade hoje, daqui um tanto, não é mais!!
Quem lembra da homossexualidade sendo considerada doença mental até 1983?
Tudo isso é tão terrível!

A amiga colocava: "Como mãe de um filho com TDAH e profissional da saúde me preocupa esta indução à medicação. Eu fui operada quando era adolescente porque era moda "operar" pessoas diagnosticadas com cistos nos ovários, minhas duas primas também operaram na época. Hoje o mesmo diagnóstico é tratado com medicação. É se for moda receitar psicotrópico para criança. O que será delas quando adultos?

Depois desta cirurgia, minhas trompas ficaram coladas no intestino. Tive que operar para tentar ser mãe. Até hoje não tive filhos biológicos e nem tento mais. Hoje sou mãe do coração."

Olha a dor e a superação desta mãe!
Hoje mesmo estava lendo sobre Julia Ormberg,de 23 anos, que, há mais de um século, foi submetida a remoção cirúrgica de ambos os ovários saudáveis, a fim de aliviar suas convulsões epileptiformes, inflamação pélvica, e congestão pulmonar. Esses problemas tinham ocorrido regularmente com a sua menstruação. Teve a vida arruinada e ficou dependente de morfina.  Em poucos meses após a cirurgia, todos os sintomas voltaram!!

Esta é a imagem publicada no artigo que li
The Lancet Psychiatry
http://www.thelancet.com/journals/lanpsy/article/PIIS2215-0366(15)00188-1/abstract?elsca1=etoc&elsca2=email&elsca3=2215-0366_201505_2_5_&elsca4=Forensic%20and%20Legal%20Medicine%7CLancet%7CNeuropsychiatry%7CPsychiatry%2FAddiction%20Medicine


O médico, entretanto, desprezou estes resultados posteriores em sua paciente e ficou famoso!

Nos anos seguintes, o médico que fez a cirurgia, na Georgia, EUA, cirurgião Robert Battey (1828-1895) publicou uma série de sucesso "ovariotomias normais", como ele os chamava!!!

E assim vai sendo escrita a "história oficial"... o que foi a fase das lobotomias, onde, inclusive, uma menina prima de JFK, de 13 anos, teve os lobos cerebrais cortados, ficando um autômato para o resto da vida? Qual o seu "mal" inicial? Irriquieta e respondona! Bem, Depois desta cirurgia, nunca mais comentou nada com ninguém...

Agora, a "Doença da Moda" é o tdah... 

Sinto que estamos em um momento em que vários não querem ouvir e alguns, desesperadamente, precisam e querem ajuda.
Um dos contatos mais recentes diz de um garoto que toma 4 psicotrópicos, há mais de 2 anos! Gente, muito perigoso! 
E os pais, desesperados, pois o garoto está bem pior e não sabem o que fazer! Os "especialistas" só fazem redobrar as doses!
Não sou da área da saúde, mas como cidadã, mãe, avó, tia, amiga, educadora e todos os demais papéis que tod@s nós desempenhamos neste mundo, por tudo que ouvi e sei, sinto-me na obrigação de sinalizar alguns caminhos para que os pais consigam retomar, com seu amado filho, um caminho de mais serenidade em vida!!



"Doença da Moda. Coisa triste ouvir uma expressão dessas, não é mesmo? Quem pode dar credibilidade a uma doença que seja moda? Então ela foi, mesmo, inventada e logo vai passar, dando lugar a outro fetiche? Pois é o que parece. Desde profissionais da saúde europeus, professores de universidades do mundo todo, especialistas e pesquisadores, o termo é corrente.

Há denúncias muito graves sobre os interesses financeiros das mega corporações da indústria farmacêutica que estariam por trás de todo este fomento ao aumento dos diagnósticos de TDAH e a prescrição de metilfenidato.

Em junho de 2013 foi editada a 5ª edição do DSM, o Guia Internacional das Doenças Mentais, emitido pelos EUA e acatado pela OMS (Organização Mundial de Saúde (veremos mais detalhes em capítulo específico). O DSM-IV teve 14 anos de vigência e, durante este período, foi comprovado que a metade (cerca de 50%) dos autores que selecionaram e definiram os transtornos psiquiátricos do referido Manual teve relações financeiras com a indústria farmacêutica no mesmo período, o que sugere interesses diretos envolvidos. E, casualmente, os vínculos entre os membros da comissão e as empresas farmacêuticas foram proporcionais aos diagnósticos para doenças onde a orientação para uso de drogas é a primeira linha de tratamento recomendada. Para os casos de esquizofrenia e transtornos de humor, por exemplo, todos os membros (100%) do plantel que elaborou o DSM-IV tinham ligação financeira com as empresas farmacêuticas.

Em 2005, Steven Sharfstein, então presidente da APA (Associação Psiquiátrica Americana) admitiu que os psiquiatras haviam migrado de um modelo de tratamento biopsicossocial para um modelo bio-bio-bio (que apenas utiliza fármacos)." (pág 46, capítulo 3 - TDAH A Doença da Moda - Livro TDAH Crianças que Desafiam - Marise Jalowitzki)







 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:




Como promover reuniões anti medicalização da infância em sua comunidade - Dinâmica de Grupo


Estamos em um país livre onde o diálogo e a troca de ideias continua sendo um direito cidadão.

Como Criar Grupos de Apoio



Por Marise Jalowitzki
29.abril.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/como-promover-reunioes-anti.html


Muitos pais, mães, educadores e terapeutas perguntando qual seria a melhor maneira de abordar o tema 'TDAH e Medicalização de Crianças' em grupos espontâneos.

Estamos em um país livre onde o diálogo e a troca de ideias continua sendo um direito cidadão.

Assim, quem quiser tomar a iniciativa de promover um bate-papo,  ouvir e passar informações, sem dúvida, poderá fazê-lo sem constrangimentos. É importante, porém, como sempre, repassar apenas dados fidedignos, notícias embasadas, relatos e reportagens de sites idôneos, essas coisas. Para os que querem convidar algum especialista, terá de se assegurar de que ele-ela não são dos que utilizam a intervenção de psicotrópicos como primeira linha, pois, senão, o encontro de trocas vira apenas discussão "medicar, não medicar"...




...e, para quem já sabe que há outras formas de tratamento, para os que sabem que psicotrópico somente para casos reconhecidamente graves, para os que sabem que, muitas vezes, a terapia + a parceria com a escola + o empenho dos pais já está de muito bom tamanho, sabe também que o tempo é precioso e precisa ser bem aproveitado.

Precisamos de diagnósticos mais criteriosos e de mais informações sobre os efeitos desse ou daquele tratamento. Precisamos de mais engajamento de todos os envolvidos no processo. Precisamos de menos medicalização da infância.




Para os que já adquiriram o Livro TDAH Crianças que Desafiam, podem pegar um dos capítulos e apresentar no todo ou em partes, o tema especifico. Os capítulos são independentes, embora sejam interdependentes quanto ao macro tema. Assim, há condições de comentar sobre
- o papel dos pais
- avaliação das relações familiares
- atitudes naturais da criança ou adolescente
- riscos em medicar crianças com psicotrópicos
- a necessária parceria com a escola
- a atenção do especialista em saúde para um diagnóstico preciso, atencioso e criterioso.

Deixo à disposição todos os artigos já publicados no blog.

Como eu faço, tanto em escolas como em grupos de mães e pais

(Sempre gosto de trabalhar em círculo para que tod@s possam olhar para tod@s. Também, sempre que possível, gosto de sentar no chão (almofadas), pois o ambiente fica bem mais descontraído.

1) Imprimi cartões contendo várias frases de declarações de especialistas de renome internacional, frases esclarecedoras, bem como pautas de Amor e Compreensão.



2) Plastifiquei para que ficassem bem duráveis e pudessem ser usados por bastante tempo, sem arranhar a qualidade.

3) Após breve apresentação do objetivo do encontro, bem como apresentação dos participantes, costumo perguntar: O que cada um(a) trouxe hoje - aqui e agora - para auxiliar no êxito de nosso encontro? Respostas como: Amor, Apoio, Força, Ação, Fé, Ajuda, Discernimento, Carinho.... são motrizes do trabalho. (Estas palavras podem ser escritas em pequenos papéis coloridos e coladas em um coração colorido, aposto na parede ou no meio do círculo.








4) Distribuo os cartões no meio do círculo, com a face inscrita para baixo e peço que cada participante pegue um dos cartões.



5) Dou um pequeno espaço de tempo para cada um ler (em silêncio) a sua mensagem, deixo à vontade se quiser trocar por outro cartão (o que dificilmente acontece) e, aí, convido para, um por vez, ler em voz alta o que está escrito.















Este movimento propicia um bate-papo bem legal, onde todos tem seu tempo de participação. Sempre que necessário, após a leitura e breve comentário de cada cartão, os demais podem opinar, bem como o(a) coordenador(a) pode ampliar os esclarecimentos.











Ao final, pode ser firmado um compromisso de ajuda mútua, tipo a vivência "Anjinho" ou "Aviãozinho" (pág 223 e 225, Livro TDAH Crianças que Desafiam) - (Quem não tiver o Livro e quiser a explanação dessas duas Vivências, é só solicitar).





Deixo à disposição para uso as figuras que já venho publicando por aqui. Escolha qual a temática que mais lhe interessa e entre em contato pelo e-mail marisejalowitzki@gmail.com -
Caso queira juntar seu nome (pois ajuda a divulgar sua instituição - para quem tiver e quiser), basta inscrever ao pé do cartão.

A dimensão de cada cartão é de 9 x 14cm (o tamanho de um cartão postal, desses de turismo).








Aqui em Porto Alegre - RS, o valor de cada cartão, impresso colorido e plastificado, fica por R$ 3,50 (foi o preço mais em conta que encontrei por aqui)
O rapaz entrega cortadinho. O que sai mais caro é a plastificação, muito boa qualidade. Faça o nº de cartões que achar necessário para cada reunião, sabendo que, depois, pode ocupar os mesmos cartões com o mesmo grupo (para aprofundar determinado enfoque), bem como para usar em outros grupos.
Dez cartões, portanto, R$ 35,00 (o valor unitário é o que vale).
Durabilidade, muito tempo. 
Talvez consigam melhor preço em sua cidade.
Caso não conseguirem, e quiserem, posso acertar por aqui, depois vemos o valor do frete.







(Tem vários outros cartões. Qualquer coisa, contate! Importante é fazer acontecer!)
Felicidades, Sucesso e Alegrias!




 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:

domingo, 26 de abril de 2015

TDAH em crianças e as relações - Atenção focada, diagnóstico e tratamento

Uma visão biopsicossocial. Abordagem fenomenológica, para, depois, intermediar no comportamento. 

"As relações familiares costumam ser conturbadas quando há uma criança com comportamentos diferentes dos comumente esperados. Atrasar-se constantemente, não ouvir o que lhe dizem, apelar para subterfúgios para livrar-se de situações embaraçosas ou sem atrativos, fazer as coisas erradas, tudo são motivos que levam a um dos cônjuges, geralmente o pai, a impacientar-se e exigir padrões de comportamentos. O filho não consegue responder a essas ordens e geram-se conflitos. A mãe tende a  ficar mais ao lado do filhote e, consequentemente, em discordância com o pai. Quanto maior o desconhecimento do que está acontecendo com a criança, maior será o nível de desentendimento, de acusações, de responsabilidade, de atribuição de culpa." 
(pág. 172-173, Capítulo 13, Livro TDAH Crianças que Desafiam, de Marise Jalowitzki) 



Por Edson Damião
publicado neste blog em 26.abril.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/tdah-em-criancas-e-as-relacoes-atencao.html

Sabemos que há casos reais de portadores do transtorno; é fato, porém, que, além do diagnóstico, é preciso pensar nas forma de tratamento. Como psicopedagogo e arteterapeuta de crianças, de forma alguma abordo no tratamento "apenas" a criança.

Como dizem alguns terapeutas de família, escolhe-se o PI - (paciente identificado) - ou seja - um membro da família que deixa um "sintoma" emergir e daí, há uma mobilização familiar ou do responsável para a busca da "cura" (?).
É um princípio meu não focar excessivamente no "transtorno" ou na "doença" (acho que resgato isso da Programação Neurolinguística PNL, do Coach e também da formação em Florais de Bach para a aprendizagem - deve ser). Meu FOCO é inicialmente ouvir, ouvir e ouvir.
Depois dessa ESCUTA ATIVA, buscamos uma aliança: Família - escola e eu vamos JUNTOS descobrir/desvelar as POSSIBILIDADES, o POTENCIAL da criança. 
- O que ela faz de melhor? 
- E como faz? 
- É valorizado na família e na escola? 

Outra questão fundamental é juntos observarmos como é o dia a dia da criança:
- Assiste TV? Mais ou menos quantas horas? 
- Como é o DIÁLOGO e a COMUNICAÇÃO dos adultos com ela? 
- De quais EMOÇÕES essa família se alimenta? E por aí vai.

São muitos os pontos estressores e desestabilizadores de qualquer ser humano que podem "disparar" comportamentos impulsivos e/ou agressivos, como também podem alguns estar alimentando um problema na área da ATENÇÃO. Na verdade, PEQUENAS mudanças na interação com a criança e principalmente mudanças internas do que seus responsáveis ESPERAM DELA - farão GRANDE DIFERENÇA. Além do tratamento médico, é claro. 

Se os pais buscam um caminho, uma solução, será preciso assumir uma responsabilidade inicial na direção certeira de que serão necessárias algumas MUDANÇAS DE HÁBITOS da família como um todo - isso sem terceirizações de CULPADOS - mas uma forma LEAL e SINCERA com a SAÚDE PSÍQUICA e MENTAL de seu maior tesouro: SEU(A) FILHO(A)!
É isso! 
Sigamos em frente!



  

Edson Damiao - Psicopedagogo Clínico/Arteterapia/Coach/Florais de Bach 
Formação na UERJ - Fones: 21 3477-49-41 21 98820-3196







Querendo, leia também:

Dr. Jyu Kamiya e seu pequeno cliente Kenai


TDAH Sem Medicação - A Intervenção Certeira do Psiquiatra

Por Marise Jalowitzki
Contribuições de Cassia Aiko Sato - Toyohashi - Japão
01.abril.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/tdah-sem-medicacao-intervencao-certeira.html












Leia também:

"Vamos usar nossa inteligência e descobrir maneiras mais
sensíveis para disciplinar." 
(Na foto, pai e filho)

Com a aprovação da "Lei da Palmada" mais e mais se discutem formas de educar sem bater nas crianças.




Por Luis Conceição Miguel
Publicado neste blog em 11.março.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/03/educar-os-filhos-sem-bater-e-possivel.html










Florais ampliam sua utilização, pela eficácia!


Por Marise Jalowitzki
05.março.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/03/tdah-e-florais.html













 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs: