quarta-feira, 30 de abril de 2014

TDAH - Falta de ar e dores de cabeça, neuro receitou ritalina




TDAH - Falta de ar e dores de cabeça, neuro receitou ritalina

Por Marise Jalowitzki
30.abril.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/tdah-falta-de-ar-e-dores-de-cabeca.html

A mãe levou sua filha de 15 anos para o neurologista, pois a garota sente falta de ar e dores de cabeça. O especialista receitou....ritalina! Nem maiores exames, nem encaminhamento a psicólogo. "Voltem daqui um mês." A mãe foi até a internet pesquisar sobre o tarja preta, pois já tinha ouvido falar por relatos de colegas da filha.
"Não compramos o remédio por saber de seus efeitos colaterais e confesso que estou perdida para encontrar uma solução." - disse. Entre os textos que leu, encontrou o meu artigo sobre auto mutilação. Sua filha também se fere, eventualmente.

Realmente, um momento desafiante esse, de ter de encarar uma realidade sem culpas, nem sensação de haver errado. Mas, também, um momento determinante, que exige novas posturas. 

Filhos adolescentes - O problema deve estar acontecendo na alma da garota há bem mais tempo! Emoções mal trabalhadas, sensação de exclusão. Cansaço por receber críticas. Muitas vezes, os pais não conseguem acompanhar o que se passa no interior de seus filhos e não devem se culpar por isso. Mas há situações, sim, em que, ao mudar a postura, o modo de agir e reagir dentro do lar, grandes e positivas mudanças acontecem. Por exemplo, a questão das reclamações constantes, dos "discursos, os intermináveis sermões, que os filhos tanto repudiam! Ainda que a indignação seja grande,é importante tentar ser o mais direto e breve possível. Esperar para que dê tempo de refletir e, depois de algum tempo, perguntar: O que ficou do que eu disse? Deixe ele expressar do jeito dele. Leve em conta a resposta e processe." (pág.174)

A adolescência é, naturalmente, um período de rebeldias e experimentos inusitados de liberdade. Sempre que algo desgosta, o adolescente encontra maneiras diversas de se rebelar. Alguns deles, por não concordar com algumas coisas, podem tomar-se de desespero e iniciar o processo de auto mutilação. Ou, até mesmo, para imitar algumas colegas que já praticam, também iniciam a se auto mutilar. NESTE MOMENTO, o mais importante é tentar entrar no universo do adolescente, ser amiga, não julgar, não criticar, nem querer saber além do que ele queira contar. Sem pressão, só presença. Quanto mais se insistir, mais ele vai se fechar e continuar fazendo. Até porque já deve ter encontrado um grupo de amigos-amigas (ainda que virtuais) que estejam sendo o amparo emocional de que precisa; muitos se unem em grupos e se consideram uma família! Mesmo que isto doa nos pais, mesmo que não entendam, é necessário fazer um esforço racional e aceitar o fato. E tentar reconduzir o jovem para perto dos afetos familiares novamente! Imprescindível, isto!


A Dimensão do Experimento de Liberdade

Lembro de uma pequena adolescente que se chegou a mim, desesperada, angustiada, revoltada, escondendo o rosto e declarando: 
- Estou me sentindo suja! Suja!
Ela estava voltando de uma festinha de uma colega. Tudo que fiz foi sossegá-la, dei carinho, chazinho e disse:
- Quando quiseres me contar, me fala!
Continuei afagando seus cabelos e disse que poderia dormir tranquila. No escuro, começou a falar:
- Um cara me beijou na boca e a gente estava em pé, eu encostada em uma parede.
Entendi que deviam ter se esfregado, provavelmente se tocado. Perguntei com calma (pois precisava saber se havia rolado sexo):
- E tiraram a roupa?
- Claro que não! - foi a resposta instantânea, indignada.
Pronto. O que ela sentira fora atração, desejo, saúde! Falei abertamente isso a ela, que era importante não ir além, nessa sua tenra idade, mas que era normal o tesão aparecer quando dois corpos jovens, cheios de energia estão próximos.
Ela adormeceu. 
O futuro mostrou sua lucidez e encaminhamento acertado de sua vida e relações. Somos amigas até hoje. 

Pais e mãe dispostos a tentar aprimorar as relações com seus filhos, e ajudá-los, efetivamente, precisam tentar persistentemente retomar a cumplicidade, o companheirismo. Independente se ele-ela vai se abrir pra mãe ou pra uma psicóloga, ou para o homeopata, o importante é que o adolescente encontre alguém em quem confiar, para falar de suas coisas e ser compreendido e encaminhado, receber alguns conselhos. Acolhimento. 

Mais que tudo, AMOR E COMPREENSÃO!!


Reaproximação

São os pais e mães que precisam tentar retomar o diálogo,o convívio harmonioso, a vontade de estar juntos, de compartilhar. Por incrível que pareça, muitos pais esperam que os filhos façam este "caminho de volta". Eles não o farão.
Do fundo de meu coração, desejo tudo de bom!

"o que falta para um portador de tdah são as medidas para entrar no rol das conveniências." (pág.86)




E para os pequenos: para quem tem filhos pequenos que costumam se morder, bater a cabeça, etc. 
Se o processo tiver se iniciado há pouco, muito, muito abraço! Vale tudo o que está no item anterior, só que com menos detalhes de fala e mais de  tato, contato, com tato, carinho. A criança, ao sentir-se amada, tudo fica mais fácil. Vejam que coloco o termo SENTIR-SE, não basta saber-se amada! É aquele velho slogan: Não adianta ser, tem de parecer ser, também! E, para que o Amor se mostre mais forte, o afago diário, físico, é fundamental. Tato é o maior de todos os sentidos que temos. O mais extenso. A pele cobre todo o nosso corpo! Carinho externado em afagos é vital para a auto estima, auto aceitação e auto apreciação!

Envio muitos carinhos a todos!



Marise Jalowitzki
Blog e site Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos (níveis formação e master),
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 





Livro: TDAH Crianças que Desafiam 

Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família

Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Acesse: 

http://www.compromissoconsciente.com.br/

TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família

TDAH Crianças que Desafiam






terça-feira, 29 de abril de 2014

TDAH - O Tempo de cada um para a aprendizagem - Nossas velhas maneiras de ver as coisas e os novos jeitos de usufruir a vida



Déficit de Atenção. Hiperatividade. A revisão do Estilo de Vida, do que estamos oferecendo à criança, e de como concebemos Felicidade, tudo isso precisa acontecer! Não vale pensar apenas em "moldar" a criança, achatando-a, rotulando e estereotipando! É preciso rever o jeito de ser das pessoas adultas, de como elas lidam e tratam os menores, revisar os modelos severos e engessados dos adultos!

TDAH - O Tempo de cada um para a aprendizagem  - Nossas velhas maneiras de ver as coisas e os novos jeitos de usufruir a vida

Por Marise Jalowitzki
29.abril.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/tdah-nossas-velhas-maneiras-de-ver-as.html

"Suponhamos que a criança tem sete anos e não lê bem, mas joga muito bem. Temos aqui um problema? Os pais ficam com medo e começam a  pensar que seu filho é estúpido ou preguiçoso. Os professores cobram. Eles levam o filho a psicólogo, terapeuta... Entretanto, não existe no mundo nenhum método que ensine a criança a ler, se ela ainda não está pronta.” (Remo H. Largo, médico e escritor em Zurique. Dirigiu durante quase três décadas o Departamento de Crescimento e Desenvolvimento no Hospital Infantil da Universidade de Zurique - pág 32 - A necessária desaceleração - Livro TDAH Crianças que Desafiam)





Nossas velhas maneiras de ver as coisas e os novos jeitos de usufruir a vida

Difícil de entender? Difícil de lidar? Sim, com certeza! Tudo porque um dia nos disseram que: 

- a única forma de assistir televisão é sentando quietinho, apenas olhando! Não "pode ver" pulando!
- a única forma de aprender era se "concentrando", bem quieto, olhando fixo para um determinado ponto, em silêncio e imobilidade! "Não pode aprender" movimentando o corpo, tocando, interagindo, que dirá rindo e compartilhando!
- a única forma de saber se alguém está verdadeiramente nos escutando com atenção é se ela nos olha fixa e seriamente nos olhos! E quando falamos com uma pessoa cega, que efetivamente não enxerga?

Se as crianças de hoje são diferentes? Sim e Não. 

Não, elas não são diferentes na sua vontade de  brincar e ser feliz, na sua curiosidade, na sua vontade de conhecer e saber. 

Sim, elas são diferentes porque o mundo está diferente! Elas são produto de um tempo inusitado!

Pense:

- Desde o período de gestação, quantos exames e seus consequentes influxos eletromagnéticos são jogados periodicamente em seus corpinhos? Há mamães que passam por ecografias de 3 em 3 meses! Você acha mesmo que nada disso influencia? 

- E as descargas de todos os eletrodomésticos que temos em casa, muitos deles sempre plugados nas tomadas, você acredita que as descargas eletromagnéticas não interferem? Quantos casais tem tv no quarto de dormir!

- E os alimentos? Refeições são preparadas em microondas. Alimentos estão afetados com agrotóxicos e transgênicos.

- A água recebe aditivos químicos, até nos processos de purificação.

- O ar está cheio de alterações químicas (distrails, contrails, chemtrails).

- Os entretenimentos estão cada vez mais mecanizados!

- Os estímulos visuais aumentam a cada dia: comerciais se "movimentam" na mesma tela onde se lê um texto, acesso simultâneo a vários canais e recursos... 


COMO esperar que essas novas crianças sejam como um dia alguns de nós já fomos?

Isso sem falar em todos os remédios que são indicados em diferentes situações!

IMPOSSÍVEL esperar que as reações dos pequenos de hoje tenham como referência o que um dia foi considerado característica infantil. E, ademais, quem não tem uma história para contar de um menino travesso ou uma garotinha sapeca na família? Até há bem pouco tempo o termo usado era "ovelha negra da família"! Agora, buscam-se soluções de achatamento e adestramento em fármacos, tentando uniformizar comportamentos, tentando deixar "todo mundo igual"!


Atividades manuais continuam sendo fundamentais na construção de uma infância saudável!




Marise Jalowitzki
Blog e site Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos (níveis formação e master),
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

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TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família

TDAH Crianças que Desafiam

O TERRÍVEL DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS EM UM MUNDO ONDE TANTOS TÊM FOME

Algumas das nossas CEASAS (Centrais Estaduais de Abastecimento) criaram Bancos de Alimentos, onde mantem uma separação primária de frutas e legumes rejeitados pelo comércio e põe à disposição de pessoas carentes. Na maior parte do país, porém, continua sendo descartada em meio aos lixões.


O terrível desperdício de alimentos em um mundo onde tantos tem fome

Por Marise Jalowitzki
29.abril.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/o-terrivel-desperdicio-de-alimentos-em.html

Em recente estudo a ONU, através do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, voltou a afirmar o alarmante índice de desperdício de alimentos no mundo inteiro. Um terço de todo o alimento produzido no mundo nunca é consumido! Isso representa cerca de 1,3 bilhão de toneladas de lixo por ano. Tanto no Brasil como nos Estados Unidos, cerca de 40% de todos os alimentos são jogados fora. Algumas das nossas CEASAS (Centrais Estaduais de Abastecimento) criaram Bancos de Alimentos, onde mantem uma separação primária de frutas e legumes rejeitados pelo comércio e põe à disposição de pessoas carentes. Na maior parte do país, porém, continua sendo descartada em meio aos lixões. Segundo dados da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária diariamente, são desperdiçadas 39 mil toneladas de alimentos no Brasil, quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros, com as três refeições básicas: café da manhã, almoço e jantar! São 26,3 milhões de toneladas de alimentos que vão para o lixo todos os anos. Fatores como acondicionamento precário desde o momento da colheita, estradas em más condições que dificultam o transporte e manuseio indevido, geram machucaduras que logo apodrecem e infectam as frutas e os hortifruti .


Mas, não é só ali que ocorre o desperdício; também nos restaurantes e em nossa própria cozinha! Comprar demais (e não cuidar o prazo de validade), cozinhar demais, oferecer demais, servir-se em demasia, jogar fora sem nenhum controle, acondicionar indevidamente, tudo ações de responsabilidade de cada um e que precisam urgentemente ser revistas na postura de cada cidadão. 


Sinal de “prosperidade” ¿ Parece incrível, mas é assim! 
As pessoas, quanto mais tem, mais desperdiçam!! À medida que ficamos mais prósperos, deixamos de nos preocupar com isso.” A afirmação é de Richard Swannell, diretor de sistemas sustentáveis de alimentos do Programa de Ação para Recursos e Desperdício, ou Wrap (na sigla em inglês), a organização britânica antidesperdício que compilou o estudo para a ONU.




Ações para frear o desperdício de alimentos

A Alemanha, já há muitos anos, cobra a taxa de coleta de lixo de cada residência por peso, sistema agora também adotado pela Coreia do Sul; uma estratégia interessante, já que comida tem um peso significativo. Massachusetts proibe grandes empresas de mandarem resíduos alimentares para aterros sanitários (a ação será implementada também em New York no próximo ano). Inglaterra está exigindo melhora em rótulos e embalagens para evitar que consumidores joguem menos fora o que comprarem. Além disso, o Reino Unido possui mais da metade das autoridades locais com sistemas de coleta de lixo alimentar para compostagem e continua investindo em biodigestores, que usam lixo orgânico para gerar energia (é o país com melhores dados sobre o tema e onde a campanha antidesperdício mais tem se intensificado). 

A campanha PRATO LIMPO, na China, é promovida e incentivada pelo governo. Frequentadores de restaurantes chineses são convidados a se servir somente do que vão, efetivamente, ingerir e, depois, postam fotos de pratos vazios nas redes sociais, pedindo a amigos que não peçam mais do que podem comer.



No Brasil, a Ecobenefícios lançou a campanha PRATO CONSCIENTE, onde sugere que cada consumidor reduza em 20% o que coloca em seu prato, diariamente.

“Por todo o mundo, o desperdício de alimentos é cada vez mais visto como um assunto econômico e ambiental sério. Com muitas famílias com orçamento apertado e a população mundial crescendo a cada ano, há uma crescente conscientização dos recursos desperdiçados na produção de alimentos que nunca são comidos. Empresas, governos e ativistas estão trabalhando para que mais do que é cultivado chegue às mesas, e menos às latas de lixo” afirma Beth Gardiner, do New York Times.




NÃO É PRECISO DESMATAR MAIS, NÃO É PRECISO PRODUZIR MAIS E MAIS! É PRECISO UTILIZAR MELHOR O QUE É PRODUZIDO!

Os alimentos descartados por varejistas e consumidores no chamado “mundo desenvolvido” seriam mais que suficientes para alimentar os 870 milhões de pessoas com fome do mundo, disse José Graziano da Silva, diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 2013, ao apresentar a campanha antidesperdício Pense, Coma, Economize, que a organização promove em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Os alimentos jogados fora com mais frequência são hortifrutis frescos e assados, disse George Gordon, um porta-voz da Tesco, a primeira rede de supermercados britânica a publicar seus números de descarte de alimentos. Alface embalado fica no topo da lista, ele disse, com 68% da produção total descartados. 


Consequências Ambientais
As consequências ambientais do desperdício são enormes, dizem os especialistas, com vastas quantidades de água, fertilizantes e terras usadas para produção de alimentos que nunca são comidos, além da energia usada para processá-los, refrigerá-los e transportá-los.

Os alimentos descartados que decompõem no aterro sanitário, sem a presença de oxigênio, emitem metano, um potente gás do efeito estufa. Ao todo, esse lixo cria 3,3 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente, diz a FAO. Se o lixo alimentar fosse um país, aponta a agência, ele seria o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos. Diferente dos aterros sanitários, o alimento que se decompõe na compostagem não produz metano, porque o oxigênio está presente.

Na maioria das vezes o legumes e frutas são descartados em meio a todo o demais lixo, gerando ainda mais doenças entre a população carente que, com fome, ainda assim, recolhe para servir de alimento!

A WRAP tenta chamar a atenção de cada cidadão para o problema do desperdício com sua campanha Amo a Comida, Odeio o Desperdício, onde pede aos consumidores que planejem antes das compras e congelem mais alimentos. “As pessoas devem confiar mais em seus olhos e narizes”, aconselha a campanha, “em vez de apenas nas datas de validade para decidir se um alimento está estragado”. A organização está trabalhando com redes de supermercados para reduzir o lixo, deixando as datas de validade mais claras, vendendo porções menores e usando embalagem reutilizável para alimentos perecíveis, como queijo ou legumes congelados. Esses esforços ajudaram o Reino Unido a reduzir o desperdício de alimentos em 21% desde 2007.



Enquanto aqui no Brasil uma campanha maciça não acontece, vamos fazendo a nossa parte, cada um, individualmente, criando seus próprios mecanismos e divulgando aos amigos. Poste seus pratos vazios na rede! Eduque!! E, com metade de brasileiros com excesso de peso e 15% obesos, vale, também, lembrar o velho slogan para longevidade saudável: “COMA A METADE, ANDE O DOBRO, RIA O TRIPLO!”




(Com dados do The New York Times, Portal EcoDebate e IHU On-Line)

Este artigo está também publicado aqui:


Leia também:

Restos de alimentos da cozinha e lanches
vira compostagem. Alunos utilizam o
adubo em horta orgânica, na escola em
Pomerode - Santa Catarina

Escola utiliza restos da merenda escolar e faz compostagem 

18.agosto.2012
Link; http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/08/escola-utiliza-restos-da-merenda.html  


O tempo médio para a utilização
da compostagem 
como adubo é
de 3 a 6 meses, mas o chorume
já pode ser retirado com 15 dias

Compostagem Orgânica - Como fazer um Biodecompositor barato e eficiente











Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos (níveis Formação e Master),
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Equilíbrio - A experiência de Ser

Equilíbrio - A experiência de Ser


Por Marise Jalowitzki
25.abril.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/equilibrio-experiencia-de-ser.html


Encontrei esta linda figura em uma página de uma amiga. Admirei, colei, não pude deixar de comentar!! Lições para todos!

Bambu leva 7 anos embaixo da Terra, até nascer! Tempo de maturação. Frágil durante toda a sua infância e juventude, deixa-se levar ao sabor dos ventos. E é justamente nesta permissão de se deixar conduzir, que se fortalece e se torna, quando adulto, um dos mais resistentes troncos!

As pedras moladas, cascalhos, turmalinas, ágatas, ametistas, tenham o nome que for, estão aí para mostrar como é possível manter sua essência sólida, suas crenças e valores firmes e, ainda assim, não ferir os outros, não machucar! Também foi o Pai Tempo e a Mãe Perseverança que moldaram e arredondaram o temperamento.

A linda florzinha, a orquídea espanhola, que nasce perfeita e frágil e marca sua existência por um perfume que não deixa a ninguém indiferente! Suavidade e presença amiga, ensina que a Beleza pode estar em todos os nossos gestos e jeitos de ser.

A sabedoria da Água, que a tudo permeia, que a tudo limpa, que a tudo lava, que se ajusta às situações e segue em frente! Ensina a flexibilidade, tão necessária em todas as situações, passa a sabedoria de como conviver em meio às diferenças.

O sempre presente e, ao mesmo tempo, intocável Ar, prova viva da Impermanência de todas as coisas. A necessidade de seguir adiante, da mudança e da inovação. Da criatividade, do descobrir o novo e avançar.

Luz,Sol, Energia e Liderança! Tomar as rédeas da própria vida, aceitar seu estilo, aprendendo a conviver e VIVER, não apenas sobreviver! Ser!

Estamos aprendendo!




Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos (níveis Formação e Master),
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
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quinta-feira, 24 de abril de 2014

AUTO MUTILAÇÃO - Chocante, triste e em ascensão - Auto estima e auto aceitação


Por que tantos adolescentes estão indo para tais caminhos de impacto e dor? 



AUTO MUTILAÇÃO - Chocante, triste e em ascensão - Auto estima e auto aceitação

Por Marise Jalowitzki
24.abril.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/auto-mutilacao-chocante-triste-e-em.html

Sim, é uma foto chocante! Triste! Até repulsiva! Desejaria nem estar publicando! Mas temos de falar sobre isso!!! Recebi-a no facebook, junto a centenas e centenas de comentários, como todos gostam de fazer quando se trata de algo chamativo, bizarro ou escandaloso. As pessoas parecem que se sentem "motivadas" quando dá para xingar, reprovar, criticar, culpar, amaldiçoar, desejar a morte...excluir!!

A primeira vez em que vi uma cena triste de auto mutilação foi há vários anos, quando estávamos na praia. Um casal próximo, um menino de seus 4 - 5 anos. O pai lhe proibia alguma coisa (e ele proibia um monte de coisas!!) o menino não dizia nada! Só começava a se morder violentamente, ora braços, ora pernas. Os pais pareciam até achar normal!!! E, quando viram o espanto dos demais, optaram por ir embora (provavelmente o garoto levou umas belas palmadas e o casal, brigando entre si!!)

Quando vi as imagens desse rapaz, não pude deixar de me preocupar com os outros jovens que vão se deixar influenciar pelo impacto da imagem divulgada e...segui-lo, imitá-lo! Jovens tão perdidos quanto ele, sobre o verdadeiro sentido da Vida que é SER FELIZ! Sempre em número mais crescente, no mundo todo! Quantos mais, levados pelo modismo, pela vontade de chamar a atenção, de mostrar que podem fazer algo sem precisar da permissão dos responsáveis, escolhem se auto mutilar??? Gente, é preciso estar atento a este novo "fenômeno"! Alguém já constatou quantos grupos, comunidades e páginas de automutilação existem apenas no facebook, uma das redes de maior acesso, mas não a única?





Por que tantos adolescentes estão indo para tais caminhos de impacto e dor? 


Os estudos mais recentes apontam para:
- fugir do que considera aversivo, coisas, fatos, situações e pessoas que não lhe são gratas (40%)
- modo que encontra para chamar a atenção sobre si (26%)
- sensações (de dor ou de alívio) provocadas pelo próprio ato (26%)

Um de meus queridos está entrando direto nestes sítios, tentando ajudar a outros adolescentes a sair desta! A primeira pessoas que ele conheceu foi uma colega no ensino médio. Sim, a família dele se preocupa com esta sua disponibilidade, pois é um universo nebuloso, mas ele se sente útil, necessário mesmo, para muitos jovens, em idade compatível com a dele, que não sabem o que fazer com suas relações familiares e optam por se cortar, magoar fisicamente, quando já estão magoados emocionalmente. O querido a que me refiro, também está fazendo terapia e pensa seriamente em cursar psicologia.

Das centenas de atendimentos online que o nosso querido adolescente já fez, já conseguiu aplacar a angústia de dezenas de adolescentes (meninas são em maior número, nesses sítios, mas também há rapazes). Ele age intuitivamente e, pesquisando, constatei que está no caminho certo, na sua abordagem! Não criticar, nem proibir a auto mutilação. E, sim, tentar encontrar novos caminhos de comunicação para quem se fere fisicamente, voluntariamente. (Alguns estudos mostraram que era possível produzir mudanças sem impor qualquer modificação no comportamento das pessoas que estavam ao redor do paciente com este sintoma. Outros estudos indicaram que a mudança das pessoas ao redor - núcleo familiar ou social - também poderia ser indicada.*Em certa ocasião ficou superfeliz, comentando haver conseguido com que uma filha voltasse a conversar com seu pai! Pai e filha moravam na mesma casa, mas, ou não se dirigiam a palavra, ou ele a "descascava"! Ela se fechava no quarto e se cortava com gillette nos braços! Ele ficava ainda mais furioso e batia nela. O desespero da garota, só aumentando! Creio que agora estão encaminhados, pois o pai resolveu procurar um terapeuta. (Torço para que não seja apenas uma terapia individual e, sim, para os dois e quem mais constituir a família!)






Por tudo isso é que estou me dedicando a intervir como posso os pais de crianças pequenas, para que orientem ao máximo seus filhos, acompanhem, defendam, indiquem caminhos saudáveis, para que se sintam amados e queridos pelo que são!!!  Forneçam liberdade, mas uma liberdade vigiada. Permitam a experimentação, mas não descuidem!

Sim, a auto mutilação é um ato de rebeldia, só que bem mais extremado do que os experimentos naturais de independência da adolescência! Será que se esse rapaz da imagem se sentisse bem querido e aceito entre os seus estaria procurando formas tão terríveis de chamar a atenção? Alguém está vendo uma foto do rapaz com sorrisos? 

Sim, antes de criticar, temos de refletir se estamos fazendo a NOSSA PARTE neste mundo perdidão, sem valores ou ética!

 Você sabia que, a cada dois segundos, uma pessoa se suicida no planeta? Sabia, também, que a maioria delas são jovens?

Qual o mundo que estamos deixando, como adultos, e responsáveis, para nossos filhos e netos???



www.tirasarmandinho.com.br 



Sempre tem alguém que se importa!

“Sempre, sempre tem alguém que se importa! Os jovens que vem até aqui para tirar-se a vida, não acreditam nisso, mas é verdade! Estamos aqui para coexistir e cuidar uns dos outros. Eu gostaria que os jovens acreditassem que tem pessoas que se importam com eles, pelo menos uma pessoa que acredita neles." ” A afirmação é do guarda florestal da Floresta Aokigahara., a chamada Floresta do Suicídio, no Japão. “

(pág. 157 - Cap 10 - Questionando Conceitos - Livro TDAH Crianças que Desafiam) 



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
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Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
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TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família

TDAH Crianças que Desafiam




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(*) leia também este texto:

Psicologia da Automutilação ou Cutting – Causas e Tratamento

A automutilação ou cutting, para a maior parte das pessoas, é algo difícil de entender. Porque alguém iria machucar a si mesmo? Em uma das primeiras vezes que encontrei uma criança que se machucava, eu observei um garoto batendo a cabeça contra o chão de concreto. Seus cuidadores imediatamente intervieram e o fizeram parar mas com apenas uma batida ele havia aberto um grande corte e estava sangrando muito.
O instinto das pessoas ao redor é o de proteger a criança e prevenir o pior mas será isto o melhor a longo prazo? Lovaas e Simmons (1969) discutiram um caso em que uma criança com autismo se machucava e notaram que a criança tinha este comportamento mais frequentemente quando ela recebia atenção logo após se machucar. Eles defenderam então a tese de que o comportamento de se machucar (ou automutilar) era mantido pelas coisas que as pessoas faziam para ele após ele emitir este comportamento. A solução, ao menos no início do tratamento, foi dar a ele acesso à atenção de um adulto e o resultado foi que o comportamento de se automutilar diminuiu.
Outro pioneiro no desenvolvimento de um tratamento foi Ted Carr (Carr, 1977). Foi ao redor desta data que os analistas do comportamento começaram a dizer que o problema comportamental na auto-mutilação era um problema de comunicação.
Em alguns casos parecia que o problema estava relacionado com a necessidade de mais atenção ou a fuga de alguma atividade desagradável. Também foi sugerido que algumas vezes a auto-mutilação poderia estar relacionada com as consequências sensórias produzidas pelo comportamento. Isto é, a pessoa poderia gostar da sensação ou talvez atenuar a dor que a pessoa estava experenciando. Apesar do fato de que uma série de hipóteses sobre os casos começaram a aparecer, uma coisa estava começando a ficar clara: a automutilação de pessoas diferentes possuíam causas diferentes. Ou seja, cada pessoa tinha um motivo diferente dos demais para se auto-mutilar.
Brian Iwata e seus colegas (1982/1994), no Instituto Kennedy Krieger Institute em Johns Hopkins, revolucionaram o tratamento da automutilação ao desenvolver um procedimento de avaliação, chamado de análise funcional, que ajudaram os psicólogos clínicos a identificar a causa da auto-mutilação. Eles confirmaram, de forma sistemática, era diferente para diferentes indivíduos. 95% das vezes uma causa específica pode ser encontrada. 
Os resultados da análise funcional com 150 pessoas demonstraram:
40% dos casos analisados – a causa tinha relação com a fuga de estímulos aversivos
26% dos casos analisados – a causa tinha relação com a atenção obtida
26% dos casos analisados – a causa tinha relação com as sensações provocadas pelo próprio ato
Mais de uma causa foi identificada em 5 % dos casos. Os outros casos não puderam ser interpretados. Com os anos, foram feitos cerca de 200 estudos das causas funcionais da auto-mutilação.
Existem duas implicações da pesquisa de Brian Iwata. Primeiro e mais importante, identificar a causa funcional da auto-mutilação indica que uma outra resposta, um outro comportamento que produza a mesma consequência pode ser um tratamento eficaz. Na metade da década de 1980 e após, o foco do tratamento foi em desenvolver técnicas de treinamento para a comunicação. Muitos estudos indicaram que ao aprender outras formas de expressar, de comunicar os seus sentimentos, fez com que as pessoas que se automutilavam parassem com este comportamento. Alguns estudos mostraram que era possível produzir mudanças sem impor qualquer modificação no comportamento das pessoas que estavam ao redor do paciente com este sintoma. Mas outros estudos indicaram que a mudança das pessoas ao redor também poderia ser indicada.
O mais importante a ser observado é necessidade de uma análise atenta das causas funcionais do comportamento de se automutilar, ou seja, por qual motivo, porque a pessoa tem este comportamento? Como foi relatado acima, existem várias causas possíveis. Pesquisas posteriores mostraram que, comportamentos como birras e agressividade também possuíam causas variadas.
Com os anos foram desenvolvidas formas e técnicas menos intrusivas que mostraram ser muito mais eficazes para a o tratamento da auto-mutilação. Isto se deve à capacidade dos psicólogos clínicos de entenderam as causas reais do problema, bem como o entendimento por parte do paciente de que ele poderia obter o que desejava com o comportamento de se auto-mutilar sem ter que se auto-mutilar. Em outras palavras, é possível conseguir atenção, sensações corporais de alívio, fugir de coisas aversivas ou desagradáveis sem ter que partir para a auto-mutilação.
Texto Original - Self-Harm or a Request For Help? Behavior analysts consider problem behavior to be communicative
Published on January 27, 2010 by Bill Ahearn, Ph.D., BCBA-D in A Radical Behaviorist - Tradução – Felipe de Souza - http://www.psicologiamsn.com/2012/09/psicologia-automutilacao-cutting-causas-tratamento.html