terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Só consciência ambiental não vale! - diz Connie Hedegaard - o impacto precisa ser no bolso

 Poluição ambiental -  só a consciência não é capaz de salvar o clima , quem polui, tem de pagar! - defende a comissária do Clima Connie Hedegaard 


A dinamarquesa Connie Hedegaard, comissária europeia do Clima, elogia as iniciativas ambientais brasileiras e revela o que a Europa espera da Rio+20
28.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/so-consciencia-ambiental-nao-vale-diz.html
http://ning.it/xIJAe9

Só consciência ambiental não vale! - diz Connie Hedegaard - o impacto precisa ser no bolso


Se não custar nada poluir o ar, ou despejar químicos na água e destruir rios, o homem terá uma tendência de fazê-lo. Por outro lado, se houver uma taxa cobrada de quem polui, então as empresas, os cidadãos e os governos começam a pensar de modo diferente. Passa a valer mais a pena não destruir a natureza, não poluir, não desperdiçar energia.

Como comissária europeia do Clima, é a primeira vez que Connie Hedegaard visita o Brasil – ela chegou em Brasília em 27.02.2012. Na agenda estão encontros com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e ministro do Exterior, Antonio Patriota. Em conversa com a DW Brasil, a dinamarquesa elogia as iniciativas ambientais brasileiras e revela o que a Europa espera da Rio+20.
Em casa, a comissária enfrenta resistência dura contra a taxa imposta às companhias áreas que atuam na União Europeia por suas emissões. A China, inclusive, boicotou a medida e se recusa a pagar. Hedegaard desafia os países críticos a sugerirem uma melhor solução e confessa, sem romantismo: só a consciência não é capaz de salvar o clima. Quem polui, tem que pagar.
DW Brasil: Como a senhora avalia o papel do Brasil e de outros emergentes na construção desse futuro sustentável?
Connie Hedegaard é categórica: consciência ambiental tem que doer no bolso para funcionarConnie Hedegaard é categórica: consciência ambiental tem que doer no bolso para funcionarConnie Hedegaard: Sei que o Brasil tem feito bastante, inclusive depois da conferência do clima de Copenhague, em 2009. Foi muito importante quando o governo brasileiro estabeleceu uma meta de redução das emissões de 36% a 38% até 2020 em relação ao índice que o país teria se nada fosse feito. Isso foi um grande sinal de conscientização.
Eu diria que o Brasil tem um papel-chave como uma grande economia. E não só isso: o país tem também uma grande responsabilidade. Na última semana de negociações da Conferência do Clima em Durban, o Brasil foi o primeiro dos quatro países do Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) a dizer que poderia aceitar uma meta obrigatória legal de reduzir as emissões num próximo acordo climático, a partir de 2020. Também sob esse aspecto, eu acredito que o Brasil tem um papel político importante a desempenhar.
A Rio+20 também tem o objetivo de apimentar essa discussão. Sob o ponto de vista europeu, o que seria uma conferência bem-sucedida?
Esperamos que a Rio+20 marque uma mudança de paradigmas na discussão global sobre desenvolvimento. O mundo precisa crescer muito nos próximos anos, a Terra tem cada vez mais habitantes, cada vez mais cidadãos passam a fazer parte da classe média – o que é bom –, mas isso também provoca uma grande pressão sobre os nossos recursos naturais.
Temos a esperança de que a conferência nos coloque na trilha de uma economia mais verde. Uma conferência bem-sucedida aconteceria se os participantes acordassem em trabalhar com objetivos de desenvolvimento sustentável. O sucesso também viria se a Rio+20 definisse pontos muito tangíveis, que faria o mundo fazer algo diferente logo no dia seguinte. 
Um exemplo seria o acesso universal à energia sustentável. Poderíamos definir como meta o acesso a esse tipo de energia até 2030, com aumento da energia renovável, da eficiência energética. Isso levaria a uma ação imediata logo depois da Rio+20.
Algumas ações práticas rumo a essa economia verde já estão sendo tomadas em todo o mundo; o sistema europeu de comércio de emissões, que agora taxa as companhias aéreas que atuam na Europa é um delas. A senhora esperava que essa medida provocaria tanta hostilidade?
Não sei se estamos surpresos com essa hostilidade. Eu diria que alguns países não amam o sistema europeu de comércio de emissões cobrado da aviação civil. E eles dizem que prefeririam um sistema global. E quem tem brigado fortemente por um sistema global desde 1997? Bem, a União Europeia.
E foi só depois de mais de dez anos lutando por um sistema global, que dissemos: já que os países não querem pressionar por um sistema global, então vamos fazer um regional. Agora muitos países dizem: "ah, na verdade vamos trabalhar para implementar um sistema global". Ninguém ficaria mais feliz do que a União Europeia. Seria mais fácil se eles não fossem contra o nosso sistema, e se todos os países dessem as mãos no âmbito da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês) e criassem o sistema global. Seria um final feliz.
Oficiais da União Europeia indicaram que as regras poderiam ser mudadas se a ICAO de fato indicasse que introduziria uma solução global.
A linha oficial da União Europeia é: no dia em que um regime global entrar em vigor, está claro que o sistema europeu não será mais relevante. Mas não vamos mudar o nosso sistema porque alguns países estão dizendo que gostariam de "discutir" um método global. Esse é o motivo que me faz desafiar esses países que se uniram contra o sistema europeu. Nós sabemos que eles não gostam do nosso sistema. Mas do que eles gostariam? Qual acordo poderíamos chegar no âmbito da ICAO? Esses países podem apresentar uma proposta que assegure um sistema global, que é o que eles dizem que querem? Vamos ver.
Eu tenho certeza de que boa parte dos passageiros que voaram comigo de Munique para Brasília acham justo pagar dois ou três euros a mais pela poluição emitida num voo de longa distância. Estamos falando de uma quantia que sequer pagaria um café no aeroporto de Munique.
A senhora é a favor de os poluidores pagarem pela poluição emitida. Essa seria a maneira mais eficiente de levar governos e iniciativa privada a considerarem o meio ambiente? Fazendo com que sintam o impacto no bolso?
Se não custar nada poluir o ar, ou despejar químicos na água e destruir rios, o homem terá uma tendência de fazê-lo. Por outro lado, se houver uma taxa cobrada de quem polui, então as empresas, os cidadãos e os governos começam a pensar de modo diferente. Passa a valer mais a pena não destruir a natureza, não poluir, não desperdiçar energia.
Companhias aéreas pagam por poluição na Europa

Poluição aérea - sistema europeu de comércio de emissões taxa as companhias aéreas que atuam na Europa

Quando é necessário que o mundo mude a rota, que faça algo diferente num prazo muito curto de tempo, acho que é muito importante que essa questão da cobrança seja abordada de forma correta. Se você é eficiente, o custo-benefício vale a pena. Se você é ineficiente, isso vai custar algo. Assim há um incentivo para mudar as coisas, é disso que precisamos.
Só a consciência ambiental não vale: no fim, quem ganha a briga é a visão de curto prazo.
Fonte: Deutsche Welle - Entrevista: Nádia Pontes - Revisão: Francis França
Revista Ecológica: http://ning.it/z4sfbX

Querendo, leia também:



Brasil - destaque em políticas anti desmatamento e biocombustíveis, foi escolhido pelo PNUMA para sediar as comemorações de 5 de Junho de 2012


Brasil - Sede das Comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012


Por Marise Jalowitzki
27.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/brasil-sede-das-comemoracoes-do-dia.html 






Brasil - Sede das Comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012

Brasil - destaque em políticas anti desmatamento e biocombustíveis, foi escolhido pelo PNUMA para sediar as comemorações de 5 de Junho de 2012

Brasil - Sede das Comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012


Por Marise Jalowitzki
27.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/brasil-sede-das-comemoracoes-do-dia.html


Dia 05 de Junho comemora-se mais um Dia Mundial do Meio Ambiente. 


Neste ano, o PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - escolheu o Brasil como sede das comemorações mundiais do evento, já que nosso país é tido como referência em ações contra desmatamento e no fabrico e uso de combustíveis renováveis.


A Sociedade precisa estar presente!


Desejo, sinceramente, que este encontro traga ações EFETIVAS, não apenas cobrando da sociedade maior consciência ambiental, mas, principalmente, incentivando, recomendando e fiscalizando a potencialização de ações dos governos para a preservação do planeta e do ecossistema como um todo.


Falando só do Brasil:


COMO coadunar preservação ambiental com expulsão de índios de seu território?


COMO expandir projetos verdes e continuar construindo as novas 22 plataformas de petróleo? 


COMO discutir acordos sustentáveis e, ao mesmo tempo, ampliar a exploração de energia nuclear do jeito como vem acontecendo? Os 4 estados candidatos a "receber" as usinas nucleares estão ansiosos, enquanto Angra III continua sendo construída!


COMO implementar ações anti desmatamento e, ao mesmo tempo, construir sempre novas barragens e hidrelétricas? E não é só o mega desmatamento para a construção das usinas. E o desmatamento para levar a energia através dos fios de alta tensão até os demais estados? São 2.500 Km de desmatamento só de Porto Velho até São Paulo, só para falar de um único ponto!


E tantas outras providências desastrosas que estão sendo tomadas, dentro do atual [e falido] modelo econômico e financeiro! 


Considero ÓTIMO e NECESSÁRIO que se discutam e incrementem ações verdes, MAS COMO dizer ao planeta, já com 50 anos de atraso em providências realísticas: Espere mais um pouquinho, espere até 2020? espere até 2050? espere até 2100?



Brasil sedia as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012, que visa envolver toda a sociedade em práticas sustentáveis

O Tema deste ano é: ECONOMIA VERDE: ELA TE INCLUI?


A ideia é fazer com que todos reflitam na forma como estão vivendo, comprando, consumindo e descartando e coloquem em prática ações simples que contribuam para um mundo mais verde e sustentável.


E adendo: Que os cidadãos conscientes façam cada vez mais ouvir a sua voz a fim de que repercuta a vontade do povo!


Segundo o Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, ao celebrar o WED  (sigla em inglês) no Brasil em 2012, "estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que reflita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”.
Também em 2012 acontece a Rio +20, a Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável. Segundo Achim Steiner, "três semanas após o WED, o Brasil vai sediar o Rio+20, onde líderes mundiais vão se reunir para projetar o futuro da sustentabilidade como uma locomotiva a caminho de mudanças para as economias crescerem, empregos serem criados, sem empurrar o mundo para fora de fronteiras planetárias”.

Para comemorar em grande estilo o Dia Mundial do Meio Ambiente, o PNUMA almeja promover várias atividades, como maratona, dia sem carro, concurso de blogs verdes, exposições e passeatas em todo o país.

Envolver a sociedade é garantir efetividade nas mudanças necessárias. Também nas reivindicações para dirimir o que está errado.


Respeito aos indígenas!
Respeito aos ribeirinhos!
Respeito à Floresta!
Respeito à Vida!

(Fonte das informações sobre o 05.Junho: PNUMA)



Querendo, leia mais: http://t.co/UM3uePs



Desmatamento na Amazônia cresce 994% em 1 ano! Degradação teve um aumento de 4.818%!
Mato Grosso foi o estado que mais degradou em 2010
Rondônia foi quem mais desmatou em 2010


Desmatamento na Amazônia cresce 994% em 1 ano, diz ONG
- Degradação em 4.818%!





E também: http://ning.it/xIJAe9


Só consciência ambiental não vale! - diz Connie Hedegaard - o impacto precisa ser no bolso

 Poluição ambiental -  só a consciência não é capaz de salvar o clima , quem polui, tem de pagar! - defende a comissária do Clima Connie Hedegaard 


A dinamarquesa Connie Hedegaard, comissária europeia do Clima, elogia as iniciativas ambientais brasileiras e revela o que a Europa espera da Rio+20
28.fevereiro.2012
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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TDAH - Remédio pode desenvolver ideia suicida como efeito colateral



Medicamentos usados para tratar Deficit de Atenção - TDAH - podem acarretar depressão e ideias suicidas 


TDAH - Remédio pode desenvolver ideia suicida como efeito colateral


Por Marise Jalowitzki
27.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/tdah-remedio-pode-desenvolver-ideia.html


Já pensou ter deficit de atenção e hiperatividade, ser medicado pelos pais e começar a ter ideias de suicidio? Terrível!!! 


Os pais procuram tratamento sempre que @ filh@ apresente características hiperativas e falta de concentração. Particularmente, conheço um caso de um colega de meus netos, medicado desde a infância, hoje é um verdadeiro zumbi e a mãe acredita estar fazendo o melhor por ele. Anda sempre sozinho, olha esquisito para as pessoas, não conversa. Muito triste! Sempre achei que há pais e professores que se "apressam" em diagnosticar as crianças diferentes, tentando "resolver" o "problema" com acompanhamento médico e remédios pesados. Pois há médicos que também argumentam sobre esta "pressa em resolver os problemas".


O TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, é considerado pelo neurologista Ricardo Santana, Doutor em Ciências Médicas pela USP como a "doença da moda". 


Co-autor de uma pesquisa que envolveu cerca de 6 mil crianças e jovens, de 4 a 18 anos, efetuada em 16 Estados + Distrito Federal, Santana apresenta dados impressionantes:

- só 23,7% das 459 crianças com diagnóstico realmente tinham o transtorno, segundo os critérios do manual DSM-4 (manual americano de diagnóstico em psiquiatria).


- das 128 que tomavam remédios para tratá-lo, somente 27,3% tinham efetivamente o problema!

Segundo o neurologista, isso acontece porque as pessoas têm a tendência de querer resolver tudo comprando a pílula na farmácia, embora o caso necessita envolver, principalmente, um acompanhamento multidisciplinar com psicólogo, psicopedagogo, pedagogo e a escola, além da família. “Rotula-se logo e ministra-se medicamentos porque existe estímulo de laboratórios”, afirma, lembrando aos pais o equívoco de tentar resolver a questão com a “solução da farmácia”. 


TDAH  e o cuidado com o uso de medicamentos - Pesquisa mostra que só 24% dos pacientes diagnosticados sofrem efetivamente de deficit de atenção

Ironizando, ele diz que alguns pais gostariam de ter um interruptor para “desligar” os filhos quando fosse conveniente, quando a questão maior seria eles reservar mais tempo para ficar com as crianças.


Agora, já pensou em procurar "resolver" um problema e acabar lidando com um quadro depressivo que pode causar ideias de acabar com a Vida? Pois é o que acontece com quem usa Focalin e Strattera, dois medicamentos usados para tratar o TDAH. 

Focalin

Face as evidências dos pensamentos suicidas em alguns pacientes, membros da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos medicamentos e alimentos norte-americanos, estudam a possibilidade de incluir na bula do remédio um alerta para o risco do problema.



Segundo o jornal, o Focalin, que não é vendido no Brasil, traz na bula indicações de sintomas psicóticos ou de euforia, mas não de pensamentos suicidas. Em entrevista para a Folha, Guilherme Polanczyk, professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), afirma que "há um número enorme de pessoas que usam esse remédio e não têm esses efeitos, e é difícil saber se os pacientes teriam isso sem o remédio".
A Novartis, fabricante do remédio, assegurou que o Focalin não tem semelhança com as medicações à base de metilfenidato, disponíveis para o tratamento do TDAH no Brasill e declara estar comprometida com a segurança dos pacientes e vai trabalhar junto ao FDA e outras agências para rever a bula do medicamento.


Strattera

Outra droga comumente usada no tratamento do TDAH é a Strattera, que também demonstrou a possibilidade de pensamentos suicidas e depressivos em crianças e adolescentes. A empresa colocou um alerta em seu site para o fato de que em testes clínicos com mais de 2,2 mil portadores do TDAH, a chance de desenvolver pensamentos suicidas é de um a cada mil pacientes e que os pais devem ficar atentos às mudanças de humor e comportamento dos filhos, procurando o auxílio médico sempre que surgirem dúvidas.

O jornal norte-americano Fox News informou que o FDA recebeu oito relatos de pensamentos suicidas ao longo de seis anos e quatro casos eram ligados ao Focalin. 

Estima-se que entre 3 e 5% da crianças do mundo sofram de TDAH, que resulta em comportamento desatento, impulsividade, problemas em casa e na escola, entre outros sintomas. O tratamento do transtorno combina medicamento e terapia. 

Fontes:
Folha de São Paulo 

Querendo, leia mais em:
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/01/suicidio-o-que-leva-uma-pessoa-desistir.html 


Direito à Vida


Suicídio - O que leva uma pessoa a desistir





Leia também:
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/06/tdah-e-doenca-ficticia-diz-o-psiquiatra.html



TDAH é doença fictícia, diz o psiquiatra descobridor Leon Eisenberg

Déficit de Atenção e Hiperatividade, incluída como enfermidade de doenças mentais, é agora declarada como doença fictícia pelo próprio descobridor

A chamada "Droga da Obediência" estará com os dias contados? O Brasil é o segundo maior consumidor do mundo do remédio tarja preta.

De acordo com uma pesquisa recente realizada por USP, Unicamp e Albert Einstein College of Medicine quase 75% dos jovens brasileiros que utilizam Ritalina ou similares não foram diagnosticados corretamente. Iane e doutor Paulo Mattos, porém, furtam-se a discutir uma possível fragilidade e/ou subjetividade no diagnóstico da doença.


Conheça o Livro: TDAH Crianças que desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado do metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família

Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil






Fontes citadas:

Remédios para Déficit de Atenção podem ser desnecessários

Pesquisa realizada por especialistas da Universidade de São Paulo e Universidade de Campinas mostrou que pelo menos 75% das crianças e dos adolescentes brasileiros tomam remédios para esse déficit sem um diagnóstico adequado
acritica.uol.com.br/manaus/Remedios-deficit-Atencao-desnecessarios_0_476352635.html

    Doutor em Ciências Médicas pela USP, o neurologista Ricardo Santana chama o TDAH de “doença da moda” (FOTO: ANTONIO LIMA / ACRÍTICA.)
    Se seu filho ou filha, especialmente menor de seis anos de idade, toma algum tipo de remédio para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), fique em alerta. Uma pesquisa feita por especialistas da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Campinas (Unicamp), mostrou que, aproximadamente, 75% das crianças e dos adolescentes brasileiros tomam remédios para esse déficit sem um diagnóstico adequado.
    A notícia não surpreendeu os neurocirurgiões Ricardo Santana, 55, e Dante Luiz Gacia Rivera, 49. Doutor em Ciências Médicas pela USP, Ricardo Santana chama o TDAH de “doença da moda”.
    Segundo ele, isso acontece porque as pessoas têm a tendência de querer resolver tudo comprando na pílula na farmácia, embora precise envolver, principalmente, um acompanhamento multidisciplinar com psicólogo, psicopedagogo, pedagogo e a escola, além da família.
    Dante chama a atenção para a necessidade de critérios para ser fazer um diagnóstico. COMPARAÇÕES A pesquisa ouviu 5.961 jovens, de 4 a 18 anos, em 16 Estados do Brasil e no Distrito Federal.
    Foram aplicados questionários a pais e professores buscando identificar a ocorrência do transtorno, tendo como base os critérios do DSM-4 (manual americano de diagnóstico em psiquiatria).
    Feitas as comparações das informações aos relatos dos pais sobre o diagnóstico recebido pelos filhos de outros profissionais, antes do período das entrevistas, eles chegaram à conclusão de que só 23,7% das 459 crianças com diagnóstico realmente tinham o transtorno, segundo os critérios do manual.
    Das 128 que tomavam remédios para tratá-lo, somente 27,3% tinham o problema. RÓTULOS Santana observa que, hoje, uma criança mais ativa já recebe logo o diagnóstico como hiperativa, mas é preciso saber que, dificilmente, esse resultado pode ser definitivo antes dos seis anos de idade, quando é possível estabelecer um laudo com maior segurança.
    “Rotula-se logo e ministra-se medicamentos porque existe estímulo de laboratórios”, afirma ele, lembrando aos pais o equívoco de tentar resolver a questão com a “solução da farmácia”. Ironizando, ele diz que alguns pais gostariam de ter um interruptor para “desligar” os filhos quando fosse conveniente, quando a questão maior seria eles reservar mais tempo para ficar com as crianças.

    Pensamento suicida pode ser efeito colateral de medicamento

    http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/pensamento-suicida-pode-ser-efeito-colateral-de-medicamento,0ce83f04c2f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html 
    O Focalin, medicamento usado para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), foi relacionado a efeitos colaterais como pensamentos suicidas. Alguns membros da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos medicamentos e alimentos norte-americanos, têm estudado a possibilidade de incluir na bula do remédio um alerta para o risco do problema. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira (1).
    Segundo o jornal, o Focalin, que não é vendido no Brasil, traz na bula indicações de sintomas psicóticos ou de euforia, mas não de pensamentos suicidas. Em entrevista para a Folha, Guilherme Polanczyk, professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), há um número enorme de pessoas que usam esse remédio e não têm esses efeitos, e é difícil saber se os pacientes teriam isso sem o remédio.
    A Novartis, fabricante do remédio, assegurou que o Focalin não tem semelhança com as medicações à base de metilfenidato, disponíveis para o tratamento do TDAH no Brasil.
    Outros casos
    Outra droga comumente usada no tratamento do TDAH é a Strattera, que também demonstrou a possibilidade de pensamentos suicidas e depressivos em crianças e adolescentes. A empresa colocou um alerta em seu site para o fato de que em testes clínicos com mais de 2,2 mil portadores do TDAH, a chance de desenvolver pensamentos suicidas é de um a cada mil pacientes e que os pais devem ficar atentos às mudanças de humor e comportamento dos filhos, procurando o auxílio médico sempre que surgirem dúvidas.
    O jornal norte-americano Fox News informou nesta terça-feira (31) que o FDA recebeu oito relatos de pensamentos suicidas ao longo de seis anos e quatro casos eram ligados ao Focalin. Estima-se que entre 3 e 5% da crianças do mundo sofram de TDAH, que resulta em comportamento desatento, impulsividade, problemas em casa e na escola, entre outros sintomas. O tratamento do transtorno combina medicamento e terapia. A farmacêutica Novartis, fabricante do Focalin, anunciou que está comprometida com a segurança dos pacientes e vai trabalhar junto ao FDA e outras agências para rever a bula do medicamento.

    domingo, 26 de fevereiro de 2012

    Governo oculta naufrágio de cargueiro com 10 mil litros de óleo na Estação Antártica, um mês antes da explosão

    O que causou o incêndio na Estação Antartica?

    Governo oculta naufrágio de cargueiro com 10 mil litros de óleo na Estação Antártica, um mês antes da explosão

    Marise Jalowitzki
    26.fevereiro.2012
    http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/governo-oculta-naufragio-de-cargueiro.html


    GRAVE É OCULTAR OS PROBLEMAS, A GRAVIDADE DOS DESASTRES

    A pergunta que fica é: O QUE CAUSOU O INCÊNDIO NA ESTAÇÃO ANTÁRTICA? Do jeito como o fogo aparece nas imagens, do jeito como os compartimentos são juntinhos, a explosão, pela magnitude, teria atingido mais pessoas, exceto se estivessem distantes. As notícias não trazem informações sobre os motivos, as autoridades falam em reconstrução e "heroísmo".

    São necessários maiores dados!

    - Em dezembro afunda a chata (espécie de navio cargueiro) pleno de óleo diesel. Aproximadamente 10 mil litros de óleo combustível. O governo oculta a informação.

    - UM DIA antes da explosão na estação de pesquisas na Antártica, o Estadão publica a notícia, dando conta de que o tanque estava intacto e que nada vazara.

    - APENAS algumas horas depois, a explosão na casa de máquinas, com duas mortes e feridos.
    Quando Dilma referencia "heroísmo" dos militares mortos, faz sentido pensar que estavam em plena ação de resgate do tanque com combustível. Embora a Globo tenha noticiado que "desde janeiro o Brasil era o único país que havia trocado seu combustível para etanol..."

    Agora, PORQUE ocultar um problemão desses? Claro que não é só no Brasil que isso acontece - de não divulgar o que realmente está acontecendo -. Canadá, USA, Japão, Russia, etc. etc. TODOS comungam da premissa de "se for possível" não dizemos nada. Como diz a canção de Zé Ramalho: "Tô vendo tudo, tô vendo tudo! Mas fico calado, faz de conta que sou mudo!!"

    É bem triste constatar isso! Confiança, com certeza, é o que menos podemos ter neste verdadeiro caos social, onde o dinheiro é o rei absoluto. Como o Brasil tem acordos internacionais para preservação ambiental, em caso de acidente teria de desembolsar uma quantia considerável para fazer frente ao estrago. Só que acidente é acidente!

    Que os parentes das vítimas possam se sentir confortados neste momento tão difícil, pois vidas ceifadas não há dinheiro que pague.

    Vamos ver no que dá, pois o caso, sendo averiguado por organismos internacionais, poderá trazer alguns dados novos.

    "Conhecido como Protocolo de Madri, o Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente, em vigor desde 1998, torna o continente reserva natural destinada à ciência. O tratado proíbe até o ano de 2047 a exploração econômica dos recursos minerais e regulamenta e controla a presença humana no local."

    Estaremos adultos o suficiente para brincar de sério?

    "Como o verão está no final, são esperadas para breve quedas bruscas nas temperaturas e tempestades de neve. Daí a necessidade de o resgate ser feito o mais rapidamente possível, para que ocorra em condições de segurança.


    Caso o diesel vaze, o acidente com a chata poderá ser interpretado pela comunidade internacional como um desrespeito ao protocolo, por falta de planejamento e pelo uso de processo tido como obsoleto.
    Para os cientistas, um sistema de dutos – que não foi implantado na base brasileira – seria o ideal para transportar combustível entre as embarcações e os tanques." (Estadão)

    Segue o texto na íntegra, publicado pelo Estadão, um dia antes da explosão:
    Governo esconde naufrágio de barco com 10 mil litros de óleo na Antártida

    Acidente ocorreu em dezembro e foi mantido em sigilo para evitar repercussão internacional

    24 de fevereiro de 2012 | 23h 00

    Sergio Torres, de O Estado de S. Paulo

    RIO - Uma chata (embarcação de fundo chato usada para transporte de carga) rebocada pela Marinha afundou em dezembro no litoral da Antártida com uma carga de 10 mil litros de óleo combustível.
    Poluente, o produto não vazou, mas está a 40 metros de profundidade e a 900 metros da praia onde fica a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira no continente. Um compartimento dentro da embarcação armazena o diesel.
    O naufrágio vem sendo mantido em sigilo tanto pela Marinha quanto pelos ministérios que integram o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) – Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores e Minas e Energia e Defesa. Não houve vítimas no acidente.
    O Brasil é signatário de tratados de preservação ambiental na Antártida e, portanto, se comprometeu a não poluir o continente.
    Sem divulgação oficial por parte do governo, chega na próxima semana à Baía do Almirantado, onde a chata foi a pique, os navios de socorro Felinto Perry, da frota da Marinha, e Gulmar Atlantis, contratado pela Petrobrás. O Felinto Perry é especializado em resgate de submarinos, além de outras operações complexas.
    Mergulhadores da Petrobrás, treinados para atuar em acidentes que envolvem vazamentos nas estruturas de exploração e produção de petróleo, participarão da tentativa de resgate.
    O planejamento prevê o içamento da chata por boias e guindaste, para que o gasoil artic (combustível anticongelante produzido pela Petrobrás para a ação brasileira na Antártida) possa ser retirado do meio ambiente antes que comece a vazar.
    É uma operação considerada de risco, por causa do clima inóspito da região.
    Clima. A chata afundou em consequência do mau tempo. Estava sendo rebocada para a terra por quatro embarcações pequenas quando, possivelmente por causa do vento forte e do mar agitado, ela naufragou. Não havia marinheiros a bordo, pois a chata não tem tripulação.
    Flutuante sem motor ou qualquer outro tipo de propulsão própria, a embarcação só navega a reboque. Sua função é cargueira. A que naufragou na Antártica tinha fundo reforçado e paredes duplas, para dificultar os vazamentos de óleo.
    A chata servia à Estação Antártica. Cabia a ela transportar para a terra os combustíveis líquidos trazidos pela Marinha para o abastecimento da base. O gasoil artic permanece armazenado em 17 tanques.
    Por ano, a estação consome 320 mil litros de óleo, empregados em geração de energia e aquecimento interno e da água, indispensáveis em ambientes cuja temperatura pode ficar abaixo de -30°C.
    Na estação vivem 15 militares da Marinha, 15 funcionários civis do Arsenal de Marinha (para manutenção, reparos e emergências) e, em sistema de rodízio, 30 pesquisadores (biólogos, biofísicos, geólogos, oceanógrafos e químicos, entre outros) de universidades e instituições científicas brasileiras.
    Espera. O resgate da chata não tem data marcada. Dependerá das condições climáticas. Há uma semana, nevascas cobriram com uma camada de pelo menos 1 metro de altura solo da enseada da Ilha Rei George, sede da base nacional. Os ventos superiores a 100 quilômetros por hora impediram os cientistas de realizar trabalhos de campos. Tiveram de ficar confinados.
    Depois disso, o tempo melhorou, com o surgimento do Sol. Antes negativas, as temperaturas chegaram a 5°C. Como o verão está no final, são esperadas para breve quedas bruscas nas temperaturas e tempestades de neve. Daí a necessidade de o resgate ser feito o mais rapidamente possível, para que ocorra em condições de segurança.
    Alívio. As observações feitas após o naufrágio por um robô de inspeção submarina mostraram que o diesel não vazou, para alívio dos profissionais da estação e do governo brasileiro, preocupado com a repercussão internacional que um derramamento de poluentes na Antártida pode representar.
    Conhecido como Protocolo de Madri, o Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente, em vigor desde 1998, torna o continente reserva natural destinada à ciência. O tratado proíbe até o ano de 2047 a exploração econômica dos recursos minerais e regulamenta e controla a presença humana no local.
    O artigo 3.º do protocolo estabelece que as atividades na Antártida sejam “organizadas e executadas com base em informações suficientes que permitam avaliações prévias e uma apreciação fundamentada de seu possível impacto no meio ambiente antártico e dos ecossistemas dependentes e associados”.
    Caso o diesel vaze, o acidente com a chata poderá ser interpretado pela comunidade internacional como um desrespeito ao protocolo, por falta de planejamento e pelo uso de processo tido como obsoleto.
    Para os cientistas, um sistema de dutos – que não foi implantado na base brasileira – seria o ideal para transportar combustível entre as embarcações e os tanques.
    O artigo também estabelece que deverão ser evitados impactos negativos sobre a qualidade do ar e da água; modificações significativas no meio ambiente atmosférico, terrestre, glacial e marinho; riscos para as espécies animais e vegetais; e degradação de áreas com especial significado biológico, científico, histórico, estético ou natural.
    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,governo-esconde-naufragio-de-barco-com-10-mil-litros-de-oleo-na-antartida-,840155,0.htm